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Casa Branca

Em resposta à Justiça, governo Trump diz ter direito a vetar jornalistas em nome da segurança nacional

Trump em evento na Casa Branca, na segunda-feira (21): declaração do DOJ foi protocolada em resposta a uma ação judicial apresentada por órgãos de imprensa cujos jornalistas foram proibidos de entrar na sede da presidência americana (Foto: Al Drago/EFE/EPA)

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O Departamento de Justiça (DOJ, na sigla em inglês) da gestão do presidente americano, Donald Trump, enviou na noite de terça-feira (22) uma manifestação ao Judiciário dos Estados Unidos, na qual afirmou que o governo tem o direito de vetar o acesso de jornalistas a espaços da administração pública federal em nome da segurança nacional.

A declaração foi uma resposta a uma ação judicial apresentada em um tribunal federal em Washington pelas emissoras CNN e MS NOW e pelo site Politico, cujos jornalistas foram impedidos de entrar na Casa Branca por ordem do presidente americano.

Ao anunciar o veto na sexta-feira (18), Trump alegou que tais órgãos de imprensa veiculam “fake news”.

Segundo informações da CNN, na sua manifestação, o DOJ alegou que “o acesso à Casa Branca é um privilégio, não um direito”.

“No mínimo, o governo pode controlar o acesso de repórteres a áreas presidenciais restritas, como o Salão Oval, mesmo por razões discriminatórias em relação a pontos de vista”, argumentou a pasta.

“O presidente constatou que os autores da ação se envolveram em uma série de incidentes jornalísticos que ameaçaram a segurança nacional. Tais reportagens levantam diretamente preocupações de segurança nacional”, acrescentou o DOJ.

Segundo a CNN, a Casa Branca enviou cartas aos três veículos de comunicação na terça-feira, explicando as razões de Trump para proibir a entrada dos seus jornalistas na sede da presidência americana.

A carta à CNN citou reportagens da emissora sobre os planos de Trump de construir um bunker “ultrassecreto” debaixo do salão de festas da Ala Leste da Casa Branca que está sendo construído e matérias sobre a guerra com o Irã.

Já a carta enviada à MS NOW critica a cobertura da emissora progressista sobre a guerra no Irã e uma reportagem sobre uma investigação de vazamento de informações, enquanto o Politico foi visado devido a matérias relacionadas ao Irã, ao salão de festas e às discussões sobre possíveis sanções contra a Rússia.

As emissoras ABC, CBS, Fox News e NBC concordaram em suspender a cobertura conjunta dos eventos com participação de Trump, em solidariedade aos órgãos de imprensa vetados na Casa Branca.

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