
Ouça este conteúdo
O índice risco-país da Argentina atingiu seu ponto mais baixo até agora desde o início do governo de Javier Milei, ficando abaixo de 500 pontos-base nesta quinta-feira (11) devido a uma forte alta nos títulos.
O indicador do maior banco dos EUA, a JP Morgan, que mede o prêmio que a Argentina deve pagar pelos títulos do Tesouro dos EUA fechou em 503 pontos nesta quarta e, nesta quinta, o risco soberano despencou para 450 pontos, menor número desde 2018.
Um relatório da empresa de serviços financeiros Balanz apontou que a classificação da Argentina agora na categoria B- por duas das três principais agências de classificação de risco deve ajudar a reduzir o risco-país devido ao influxo de fundos institucionais que agora podem investir em títulos argentinos.
De acordo com o jornal Clarín, alguns fatores se combinaram para ajudar a reduzir o risco-país. O principal deles foi o acúmulo de reservas pelo Banco Central por meio de fortes compras de moeda estrangeira no mercado.
Até o momento, neste ano, o Banco Central captou mais de US$ 10,5 bilhões, ultrapassando com tranquilidade a meta anual de US$ 10 bilhões estabelecida.
Além disso, a aprovação das metas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) também contribuiu para a melhora do índice, visto que liberou o saldo devedor de US$ 1 bilhão e reiterou seu apoio ao governo argentino.
Quando Milei assumiu a presidência, em 2023, o índice relacionado ao país estava em uma patamar aproximado de 1.400 pontos mais elevado.
O índice elaborado pela JP Morgan mede o diferencial entre os rendimentos dos títulos argentinos e os do Tesouro dos EUA. Com a queda nessa diferença, a confiança dos investidores estrangeiros aumenta e facilita novas captações para o país.








