O ex-primeiro-ministro francês François Fillon e seu adversário Jean-François Copé reivindicaram na noite deste domingo a vitória na eleição interna para suceder Nicolas Sarkozy à frente do maior partido de direita da França, em meio a acusações recíprocas de fraude.
Fillon, de 58 anos, reivindicou uma vantagem de "224 votos" para presidir a União pelo Movimento Popular (UMP) nos três próximos anos.
"Não deixarei a vitória escapar dos militantes", advertiu o ex-primeiro-ministro, afirmando que aguarda "com serenidade o anúncio dos resultados pela comissão" interna encarregada de supervisionar uma eleição que pode acabar em confusão.
Alguns minutos antes, Jean-François Copé, de 48 anos, atual secretário-geral da UMP, havia comemorado vitória com a mesma intensidade na sede do partido, indicando "1.000 votos" de vantagem sobre seu rival.
"Os militantes da UMP me deram hoje a maioria dos votos e me elegeram presidente da UMP", declarou Jean-François Copé, de 48 anos.
Apesar das reivindicações, a COCOE, comissão interna da UMP responsável por supervisionar a eleição, interrompeu a apuração dos votos durante a madrugada e destacou que não podia declarar um vencedor.
A apuração será retomada nesta segunda-feira.







