O robô "Maggie", apresentado neste sábado no II Congresso Internacional sobre Domótica, Robótica e Teleassistência para Todos, é um "humanóide" capaz de sentir cócegas, dançar, dar notícias e diferenciar remédios.
"Maggie" foi apresentada pelo catedrático de engenharia de sistemas e automação da Universidade Carlos III de Madri, Miguel Ángel Salichs. Segundo seus construtores, o robô é o primeiro protótipo desenvolvido na Europa capaz de reconhecer vozes, falar e se movimentar, graças aos seus sensores de movimento.
O humanóide também é equipado com uma tela sensível a toques, por meio da qual é possível lhe dar ordens. E, através de sua conexão com a internet, "Maggie" dá as últimas notícias do dia, informa o tempo e, mediante um leitor óptico, distingue remédios e sua composição e uso.
O protótipo, de 1,4 metro de altura, também possui câmeras e tecnologia laser.
Em entrevista coletiva durante o último dia do Congresso, organizado pela fundação espanhola ONZE, Salichs disse que, "embora no futuro os homens irão contar com a ajuda de robôs similares aos de filmes e livros de ficção científica, esta é uma realidade que ainda está muito distante".
Para o professor, há muitas muitas coisas que poderiam ser automatizadas, como as casas. Porém, explicou ele, existem problemas que dificultam a aplicação da robótica, como a manipulação de objetos, a percepção, o tato e a locomoção, além da autonomia, que em robôs não passa de uma hora.
Entre as vantagens, o especialista citou as contribuições à indústria, a idosos e a setores como o da construção.



