
Cireundeu, Indonésia - Chuvas torrenciais provocaram o rompimento, ontem, de uma antiga represa nas proximidades de Jacarta, levando a grande parte da capital indonésia uma torrente de água e lama que matou pelo menos 58 pessoas e submergiu centenas de imóveis. Dezenas de pessoas estavam desaparecidas até ontem à noite.
Equipes de resgate utilizavam botes de borracha para retirar os corpos das ruas, que transformaram-se em rios enlameados onde boiavam motocicletas, cadeiras e outros destroços.
O rompimento da barragem de Cirendeu, no extremo sudoeste de Jacarta, surpreendeu os moradores enquanto eles dormiam, por volta das 2 h locais, dando-lhes pouca chance de escapar da parede de água e lama que invadiu as casas situadas numa área de baixada. A represa foi construída no início do século passado.
Num movimento comparado pelos moradores a um tsunami, casas e edifícios de concreto foram derrubados e inclinados pela força da água, que deixou muitos dos sobreviventes no subúrbio de Cireundeu presos no telhado à espera de resgate.
Danang Susanto, funcionário do centro de crise do Ministério da Saúde, estimou que até 500 casas tenham sido destruídas ou ficado submersas depois que fortes chuvas causaram o rompimento do dique de terra às margens do lago Situ Gintung.
Em alguns locais, a água estava com seis metros de altura. O saguão de uma universidade próxima foi transformado num necrotério improvisado, onde moradores sujos de lama buscam parentes desaparecidos entre os corpos enfileirados no chão.
O vice-presidente da Indonésia, Jusuf Kalla, e o ministro do Bem-Estar, Aburizal Bakrie, visitaram a área da tragédia para inspecionar as operações de resgate e visitar as vítimas, segundo a TV local. "Vamos fornecer ajuda às vítimas", afirmou Kalla. "Para aqueles que tiveram suas casas destruídas, o governo ajudará com os reparos", acrescentou.



