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20 anos do massacre

Ruanda: França deve enfrentar a 'dura verdade' de seu papel no genocídio

O governo francês cancelou sua participação em eventos oficiais programados para esta segunda-feira depois que o presidente de Ruanda voltou a acusar a França de ter "um papel direto na preparação do genocídio"

O governo ruandês instou a França neste domingo (6) a enfrentar a "dura verdade" de seu papel no genocídio de 1994, em meio a muita polêmica na véspera do 20º aniversário da tragédia.

"Para que os nossos países comecem realmente a se entender, temos de enfrentar a verdade, a verdade é difícil, a verdade de estar perto de alguém que está associado ao genocídio é muito difícil de aceitar", disse a ministra de Relações Exteriores de Ruanda, Louise Mushikiwabo, durante um fórum internacional organizado em Kigali, como parte das comemorações do aniversário do genocídio. "Não podemos avançar em detrimento da verdade histórica".

O governo francês cancelou sua participação em eventos oficiais programados para esta segunda-feira depois que o presidente de Ruanda, Paul Kagame, voltou a acusar a França, aliada do governo Hutu antes de 1994, de ter "um papel direto na preparação do genocídio" e "participado de sua execução".

Paris tem repetidamente negado as acusações e insistiu que os soldados franceses foram deslocados para o país africano para proteger os civis. Cerca de 800 mil pessoas foram mortas em 100 dias, principalmente da minoria tutsi, mas também hutus moderados.

Neste domingo, o Papa Francisco manifestou seu apoio aos esforços de reconciliação e de reconstrução em Ruanda.

Neste aniversário, "desejo expressar ao povo ruandês minha proximidade paternal e encorajá-los a continuar, com determinação e esperança, o processo de reconciliação que já deu frutos e o compromisso a favor da reconstrução humana e espiritual do país", declarou o Pontífice argentino durante a tradicional oração do Ângelus.

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