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O secretário de Estado americano, Marco Rubio, ordenou que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e o restante da delegação iraniana que foi a Nova York para a Assembleia Geral da ONU deixassem os Estados Unidos antes do planejado, depois que negociações para encerrar a guerra entre os dois países não avançaram.
A informação foi publicada a princípio pelo site Axios e depois confirmada pela agência Associated Press (AP) junto a dois funcionários da gestão Donald Trump.
O governo americano havia concedido vistos com restrições severas ao presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e ao restante da delegação iraniana para o debate dos líderes de governo e Estado da Assembleia Geral da ONU, iniciado na semana passada em Nova York e encerrado na segunda-feira (28).
Segundo a AP, Pezeshkian deixou os Estados Unidos um dia após seu discurso nas Nações Unidas, proferido na quarta-feira da semana passada (23), mas Araghchi permaneceu em Nova York para participar de conversas indiretas com os EUA sobre a guerra iniciada em fevereiro.
A previsão era que o chanceler iraniano permaneceria nos EUA até esta quarta-feira (30), mas, como houve pouco progresso nas reuniões realizadas no fim de semana entre mediadores iranianos e catarianos, Rubio comunicou aos iranianos na segunda-feira que deveriam deixar o país imediatamente, já que haviam “excedido o tempo de permanência” e o debate da Assembleia Geral da ONU já havia terminado.
De acordo com a AP, Araghchi e sua equipe deixaram os Estados Unidos na madrugada de terça-feira (29). Em post no X, a Missão do Irã na ONU negou que a delegação do país tenha sido expulsa.
“A delegação iraniana deixou Nova York na noite de segunda-feira, em conformidade com o cronograma que também havia sido comunicado antecipadamente ao Departamento de Estado dos EUA em 17 de setembro. Sem ter alcançado nada, o Departamento de Estado recorreu à propagação de notícias infundadas e irrelevantes”, acusou.
No fim de semana, Trump negou uma proposta do Irã para negociar o fim da guerra e a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz, após ter falado no seu discurso na ONU na semana passada que iria escolher entre “aniquilar” o país persa ou chegar a um acordo, provavelmente após as midterms, as eleições de meio de mandato presidencial americanas, marcadas para novembro.






