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"Indisposição" com a lei russa

Rússia bloqueia uso do WhatsApp em meio ao avanço da censura no país

Aplicativos ocidentais entraram na mira do regime da Rússia nos últimos anos (Foto: EFE/EPA/ANDREJ CUKIC)

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O aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp, que possui mais de 100 milhões de usuários na Rússia, denunciou nesta quinta-feira (12) a tentativa das autoridades do país de bloqueá-lo totalmente para abrir caminho para o MAX, um aplicativo russo similar.

"Hoje as autoridades russas tentaram bloquear totalmente o WhatsApp para obrigar as pessoas a migrarem para o aplicativo estatal e não protegido contra vigilância", afirmou a empresa de mensagens, que pertence ao conglomerado Meta.

Segundo a rede, "os esforços para isolar mais de 100 milhões de usuários sem direito a uma comunicação privada e segura é um retrocesso, que pode apenas levar à deterioração da segurança das pessoas na Rússia".

"Continuamos fazendo todo o possível para que os usuários se mantenham informados", concluiu o WhatsApp.

Na véspera da manifestação, o regulador russo de comunicações, Roscomnadzor, excluiu os domínios do WhatsApp, YouTube e de vários meios de comunicação independentes que trabalham na Rússia do registro do Sistema Nacional de DNS, o que implica, na prática, em seu bloqueio total.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou à agência de notícias russa Tass que, se o WhatsApp "iniciar o diálogo com as autoridades russas (...) então haverá uma possibilidade de chegar a um acordo".

"Se a corporação insistir em sua posição intransigente e continuar mostrando sua total indisposição em se orientar pela legislação russa, então não há chance alguma", disse.

Os usuários do WhatsApp, que não conseguem fazer chamadas há vários meses, assim como os do Telegram, enfrentam desde o final de novembro de 2025 dificuldades para enviar vídeos e fotos.

A limitação da velocidade da rede chegou a 80%, de modo que em muitos celulares era impossível enviar mensagens, sendo necessário recorrer à versão para computador (WhatsApp Web).

O Roscomnadzor, que começou a restringir paulatinamente o funcionamento do WhatsApp em agosto do ano passado, já havia alertado que "caso as exigências da legislação russa não sejam cumpridas pelo navegador, será totalmente bloqueado".

O bloqueio do WhatsApp ocorre quase simultaneamente às novas restrições que afetam, há vários dias, o Telegram.

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