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Acordo informal

Rússia prepara novo envio de petróleo a Cuba com flexibilização do bloqueio pelos EUA

Putin e Trump durante encontro no Alasca, em agosto: apesar de bloqueio energético, EUA permitem envio de petróleo russo a Cuba (Foto: EFE/EPA/GAVRIIL GRIGOROV/SPUTNIK/KREMLIN)

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A Rússia prepara um segundo envio de petróleo a Cuba após a chegada bem-sucedida do primeiro carregamento, que rompeu, com permissão dos EUA, três meses de bloqueio energético à ilha, segundo informou nesta quinta-feira (2) o ministro de Energia russo, Sergey Tsivilyov.

"Um navio russo rompeu o bloqueio. Agora o segundo está sendo carregado. Não abandonaremos os cubanos", declarou Tsivilyov à imprensa local em um fórum de energia realizado na cidade de Kazan. O ministro assinalou que a decisão foi tomada após uma reunião realizada em São Petersburgo com representantes cubanos.

O petroleiro Anatoli Kolodkin, sancionado pelos EUA e pela União Europeia e carregado com 100 mil toneladas de petróleo bruto, chegou esta semana a Cuba no que foi o primeiro carregamento a atracar na ilha nos últimos três meses, após o bloqueio imposto pelos EUA depois da captura de Nicolás Maduro na Venezuela, em janeiro.

"Esta valiosa ajuda chega em meio ao cerco energético imposto pelos EUA, que tenta asfixiar a população cubana", disse a chancelaria de Havana na rede social X.

O presidente Donald Trump minimizou o fato de Moscou ter rompido o bloqueio imposto por Washington e descartou que a chegada de petróleo a Cuba teria qualquer impacto na situação atual da ilha.

"Não me incomoda (...) eles têm um regime ruim, uma liderança má e corrupta, e se chega ou não um navio de petróleo, isso não importa", afirmou o governante americano.

A incapacidade das autoridades cubanas de suprir a demanda de energia levou o desabastecimento de petróleo a um ponto crítico, o que intensificou os prolongados apagões diários e provocou uma paralisia quase total da economia, além de impactar serviços básicos de saúde, transportes e outros.

Cuba necessita de cerca de 100 mil barris diários para satisfazer suas necessidades energéticas, dos quais cerca de 40 mil provêm de sua produção nacional. A impossibilidade de cobrir o restante da demanda traduziu-se em interrupções diárias de energia e na paralisação quase total da economia.

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