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O ministro dos Transportes do regime de Vladimir Putin, Andrey Nikitin, propôs nesta quinta-feira (5) a retomada de voos diretos entre o Brasil e a Rússia e afirmou que Moscou está disposta a oferecer condições favoráveis de operação para companhias aéreas brasileiras interessadas em atuar na rota. As informações foram publicadas pela agência estatal russa TASS.
A declaração de Nikitin ocorreu no mesmo dia em que o primeiro-ministro do regime do Kremlin, Mikhail Mishustin, visitou Brasília, onde se reuniu com autoridades do governo Lula.
Nikitin declarou a jornalistas que a abertura de voos diretos faz parte das propostas apresentadas à parte brasileira no âmbito do aprofundamento da cooperação bilateral. Segundo ele, o regime russo está pronto para criar um ambiente operacional favorável para empresas do transporte aéreo brasileiras em território russo.
“Sem dúvida, propomos à parte brasileira a abertura de voos diretos. Estamos prontos para criar as condições mais favoráveis possíveis na Rússia para as companhias aéreas brasileiras”, disse ele.
A TASS mencionou que a possibilidade de retomada dos voos diretos entre os dois países já havia sido mencionada no fim do ano passado pelo embaixador do Brasil em Moscou, Sérgio Rodrigues dos Santos. Em entrevista à agência estatal russa, o diplomata brasileiro afirmou que a reativação dos voos dependeria de uma demanda ampla por parte dos turistas. Na ocasião, o embaixador destacou que um voo direto poderia ser utilizado não apenas para transportar passageiros com destino ao Brasil, mas também como rota de trânsito para outros países da América do Sul, com Rio de Janeiro ou São Paulo funcionando como centros de conexão.
Brasil e Rússia já mantiveram voos diretos no passado, operados pela companhia aérea russa Aeroflot entre Moscou e São Paulo durante a década de 1990, ligação que foi encerrada no ano 2000.
A proposta russa ocorre em um momento de aparente reorganização da política externa de Moscou na América Latina. Segundo análise publicada pela Gazeta do Povo, após perder influência estratégica na Venezuela, com a captura do ditador Nicolás Maduro pelos EUA, a Rússia está começando a concentrar esforços no Brasil como principal plataforma para ampliar sua presença política, econômica e diplomática na região.
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