
Um dos símbolos de Cuba, as barbas não são mais um assunto de Estado. O governo da ilha decidiu permitir aos funcionários de salões de beleza e barbearias que administrem seus próprios estabelecimentos.
Ao invés de receber um salário do governo, os cabeleireiros que atuam em salões com até três cadeiras poderão viver do lucro de seu trabalho, pagando aluguel e impostos pelo espaço. "É um experimento", disse à BBC o cabeleireiro Juan Robin Corso Suarez. "Não posso dizer se é bom ou não. Nunca trabalhei assim, estamos apenas começando".
A permissão acaba com 42 anos de controle do governo sobre o setor. Em 1968, o ex-presidente Fidel Castro nacionalizou todas as pequenas empresas do país, o que levou o comércio cubano a ser famoso pelo mau atendimento e pelos desvios de dinheiro.
Com a renúncia de Fidel, seu irmão Raúl que ocupou a vaga tenta realizar algumas reformas modernizadoras em Cuba sem que seja preciso abandonar o comunismo. O presidente já repassou terras improdutivas a fazendeiros e concedeu licenças de autônomos a taxistas.
A medida liberalizante para salões de beleza não foi divulgada pelos meios de comunicação oficiais de Cuba. Ao discursar no Congresso da Juventude Comunista, o atual presidente, Raúl Castro, admitiu que os cubanos estão ansiosos por mudanças, mas disse que planeja avançar devagar e com cuidado.



