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Dissuação russa

“Satanás 2”: Rússia testa míssil nuclear capaz de atingir a Europa em menos de dez minutos

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Imagem do RS-28 Sarmat durante teste na Rússia em 2022. (Foto: Ministério da Defesa da Rússia/Wikimedia Commons)

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O regime da Rússia anunciou nesta terça-feira (12) ter realizado com sucesso um novo teste do míssil balístico nuclear intercontinental RS-28 Sarmat, chamado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de “Satanás 2”.

Segundo a agência estatal russa TASS, o lançamento foi comunicado aos Estados Unidos e a outros países antes do teste, conforme “acordos internacionais usados para evitar uma escalada de tensão nuclear”.

O comandante das Forças de Mísseis Estratégicos da Rússia, Sergei Karakayev, disse ao ditador Vladimir Putin que o teste confirmou o desempenho previsto do Sarmat. Segundo a TASS, o resultado permite que o primeiro regimento equipado com o míssil entre em prontidão de combate até o fim deste ano.

Putin confirmou que o Sarmat entrará em operação ainda neste ano e classificou a arma como a “mais poderosa do mundo”. Segundo o ditador russo, o míssil tem alcance superior a 35 mil quilômetros e pode seguir tanto uma trajetória balística quanto suborbital, o que, segundo Moscou, permitiria superar sistemas atuais e futuros de defesa antimísseis.

O Sarmat é um míssil intercontinental desenvolvido para substituir o sistema soviético Voyevoda, chamado pela Otan de “Satanás 1”. O míssil é projetado para transportar ogivas nucleares por longas distâncias e atingir alvos em outros continentes.

Estimativas de agências ocidentais apontam que o míssil pode transportar várias ogivas independentes. Com seu alcance estimado em mais de 35 mil quilômetros, o Sarmat teria capacidade de atingir alvos na Europa em menos de dez minutos, segundo dados divulgados por Moscou.

Putin disse nesta terça que a carga total que pode ser transportada pelo Sarmat seria mais de quatro vezes superior à dos sistemas ocidentais mais potentes existentes. O kremlin tem tentado vender o discurso de modernização das forças nucleares russas, em meio à guerra na Ucrânia e ao aumento das tensões com países da Otan.

O Sarmat sofreu atrasos antes de chegar a essa fase final de testes. Putin apresentou o míssil em 2018 como parte da nova geração de armas estratégicas russas, ao lado de sistemas como Poseidon, Burevestnik e Avangard. Moscou afirma que o Sarmat reforçará a dissuasão nuclear da Rússia e terá capacidade de superar sistemas de defesa antimísseis dos EUA e de seus aliados.

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