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O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou nesta quarta-feira (8) em uma coletiva de imprensa que o Irã entregará "voluntariamente" urânio, como parte do acordo de cessar-fogo anunciado no dia anterior.
“O presidente foi claro desde o início: não haverá armas nucleares iranianas. Ponto final. Outros presidentes disseram isso. O presidente Trump cumpriu”, comentou o chefe do Pentágono, referindo-se à fala do governante nesta manhã de que os EUA trabalhariam com o Irã para "desenterrar e remover" seus estoques de urânio.
Segundo Hegseth, caso haja alguma mudança no frágil cessar-fogo estabelecido, os militares americanos podem usar outros métodos para cumprir o objetivo de desarmar o regime. Ele citou como exemplo a Operação Martelo da Meia-Noite, uma série de bombardeios lançados em junho do ano passado contra instalações nucleares no país.
O secretário de Guerra também declarou que os EUA estão preparados para atingir pontes e usinas de energia no Irã, caso o acordo seja quebrado.
Questionado durante a coletiva sobre a ameaça feita por Trump no dia anterior de que “toda uma civilização morreria”, Hegseth disse que os EUA tinham um avo definido, "pronto para ser atingido, em infraestrutura, pontes e usinas de energia”.
Os países envolvidos no conflito aceitaram uma proposta de mediação do Paquistão na noite em que o ultimato de Trump venceu. O plano apresentado pelo primeiro-ministro do país inclui dois pontos centrais: a suspensão das hostilidades por duas semanas e a reabertura do Estreito de Ormuz durante esse período como gesto de boa vontade por parte de Teerã.
Apesar do regime ter anunciado que aceitaria as condições estabelecidas nesse período, Israel e países do Golfo relataram novos ataques com mísseis e drones lançados pelo Irã nas horas seguintes ao anúncio de um cessar-fogo.
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