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Derrota democrata

Sem saída, Obama terá de se aproximar da oposição

Futuro político do presidente dos EUA dependerá da habilidade dele em negociar com o Congresso, dizem analistas

Enfraquecido pelo resultado das eleições de 2 de novembro, resta a Obama “costurar” acordos para viabilizar a reeleição em 2012 | Jim Young/Reuters
Enfraquecido pelo resultado das eleições de 2 de novembro, resta a Obama “costurar” acordos para viabilizar a reeleição em 2012 (Foto: Jim Young/Reuters)
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Após sofrer a maior derrota de um partido na Câmara em 62 anos, tudo mudou para o presidente Barack Obama. O excesso de ex­­pectativas sobre seu governo – apontado em 2008 como possível solucionador de uma crise econômica com poucos precedentes na História americana – também ge­­rou grande desapontamento entre os eleitores. Como resultado, o voto de confiança dado a Oba­­ma e aos Democratas em 2008 agora se transfere para os Republicanos, que recuperaram a maioria na Câmara e também diminuíram a margem de diferença em relação aos Democratas no Senado. O novo cenário coloca Obama praticamente contra a parede. Restam ao presidente poucas op­­ções para viabilizar os dois anos de go­­verno que lhe resta e, de quebra, ainda tentar alavancar seus índices de popularidade com vistas a uma possível reeleição em 2012.

"A possibilidade de reeleição de Obama é o ponto chave desta disputa. E com a perda significativa de votos nessas eleições, ele terá que apostar numa reversão dessa situação, o que será bastante complicado", analisa Luis Fer­­nando Ayerbe, coordenador do Instituto de Estudos Econômicos Internacionais da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Mas o que, de fato, deverá fazer Obama para reverter essa situação? "Obama vai ter que passar a negociar muito mais com o Con­­gresso", responde Moisés Mar­­ques, coordenador do curso de Relações Internacionais da Facul­­dade Santa Marcelina (Fasm). A boa notícia para os Democratas – segundo indica Moisés Mar­­ques – é que talvez seja exatamente este o fator mais favorável a Oba­­ma. "Ele negociou muito com os Republicanos no início do governo, uma caraterística im­­portante agora, pois ele ganhou legitimidade nesse tipo de processo."

E quando o assunto é negociar, Obama não perde tempo. Logo após o anúncio da derrota para os Republicanos – já na madrugada de quarta-feira – o Presidente tratou de telefonar para líderes republicanos para propor-lhes que trabalhem juntos com os Demo­­cratas para encontrar um "terreno comum". Obama ligou para John Boehner (possível novo líder da Câmara) e para Mitch McCon­­nell, líder republicano no Senado. Boehmer teria dito ao telefone que "seria honesto" com o pre­­si­­dente e se comprometeu a cooperar com Obama no que diz respeito às prioridades do cidadão americano.

Mas no discurso feito por Boeh­­mer na quarta-feira, o possível substituto de Nacy Pelosi na Câ­­ma­­ra dos Representantes disparou: "O povo americano falou e eu acho que está bastante claro que a agenda Obama/Pelosi está sendo rejeitada pelo povo americano".

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