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Entrevista

Senador dos EUA prevê eleições na Venezuela em um ano e julgamento de Raúl Castro

O senador republicano da Flórida, Rick Scott (Foto: EFE/EPA/WILL OLIVER / POOL)

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O senador republicano Rick Scott, representante da Flórida, previu em entrevista publicada nesta quinta-feira (12) que a Venezuela deve realizar eleições democráticas no período de um ano e que Cuba pode ser o próximo alvo de uma intervenção dos EUA. As impressões foram compartilhadas com a jornalista Alejandra Clements, da Agência EFE.

O congressista afirmou que, embora a transição para a democracia seja difícil, ele está confiante de que será possível "acabar com a opressão, libertar os prisioneiros e iniciar a campanha para decidir quem será o próximo presidente da Venezuela". Ele expressou apoio à líder da oposição e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado.

"Ela não é apenas minha amiga, é uma grande lutadora pela democracia. Ela é uma mulher muito forte e representa uma oportunidade para o governo venezuelano", disse o senador, que foi governador da Flórida, estado com uma grande comunidade venezuelana, de 2011 a 2019.

Quanto ao atual governo interino, liderado por Delcy Rodríguez, que era vice do ditador Nicolás Maduro antes dele ser capturado pelos EUA, Scott considerou que ela é "amiga de Nicolás Maduro, que fraudou as eleições de 2024 e é uma pessoa terrível para os venezuelanos".

Congressista sugere que ex-ditador de Cuba Raúl Castro pode ser julgado nos EUA

O senador americano Rick Scott comentou ainda sobre as previsões para Cuba a curto prazo. Entre as ações esperadas está a de que Raúl Castro, que liderou o país até 2018, seja julgado nos EUA em meio ao endurecimento da política externa do presidente americano Donald Trump em relação a Havana.

Para o congressista, o ex-ditador cubano deve ser responsabilizado por matar americanos. "Acredito que ele deve ser trazido aos EUA para ser julgado".

Questionado sobre se existe um paralelo entre os casos de Cuba e Venezuela, o senador republicano afirma que "são duas situações diferentes, mas ambas representam a mesma oportunidade" e argumenta que Havana deveria "abraçar a mudança".

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