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África

Separatistas aceitam acordo de cessar-fogo no Mali

Negociação foi conduzida pela União Africana e pela ONU e prevê troca de prisioneiros

Grupos separatistas tuaregues do Mali aceitaram um acordo de cessar-fogo proposto pela União Africana e autoridades da ONU nesta sexta-feira (23), disse um representante tuaregue.

Os rebeldes aceitaram a cessação das hostilidades após uma visita a Kidal, seu principal bastião, do presidente da União Africana (UA), Mohammed Ould Abdel Aziz."Eu posso confirmar que entramos em acordo para um cessar-fogo", disse o tuaregue Ambeiry Ag Rhissa à reportagem. "Nós também concordamos sobre uma troca de prisioneiros e que uma comissão de inquérito independente deve investigar o que aconteceu em Kidal."

O país do oeste africano está em processo de restaurar a democracia depois que um golpe de Estado em 2012 levou islâmicos ligados à Al Qaeda a assumir o controle do norte.

Uma ofensiva militar liderada pelos franceses derrotou os islâmicos, mas permanecia uma tensão entre o governo central e os separatistas tuaregues, que exigem uma pátria independente que eles chamam de Azawad.

Abdel Aziz havia chegado na quinta (22) ao Mali após os recentes enfrentamentos entre os rebeldes e o Exército que explodiram no fim de semana passado, coincidindo com a primeira visita do chefe de governo malinês, Moussa Mara, ao bastião dos insurgentes.

Os choques do fim de semana, que causaram 36 mortos e 87 feridos, ocorreram novamente na quarta-feira (21) em uma tentativa fracassada por parte do Exército de expulsar os combatentes tuaregues dessa cidade setentrional.

Nestes segundos combates, cujo número de vítimas ainda é desconhecido, os rebeldes haviam tomado o controle de Kidal, assim como de outras cidades do norte do Mali, entre elas Menaka, situada na província de Gao.

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