O presidente de Israel, Shimon Peres, destacou no final da tarde desta quinta-feira (12) o potencial das relações comerciais entre Brasil e Israel. Em palestra realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Peres ressaltou que São Paulo não é mais apenas um centro empresarial do Brasil, mas do mundo inteiro. Ele lembrou que o "novo mundo" representa 88% da população mundial, sendo que os países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) concentram 40% da humanidade. "São Paulo é a força líder industrial nesse novo mundo."
Segundo o presidente, a globalização não deve ser vista como ideologia, mas como uma revolução, uma vez que a ciência e o conhecimento "não têm fronteiras". Peres enfatizou ainda que Israel tem muito a oferecer em sua relação comercial com o Brasil, especialmente em termos de tecnologia. O presidente ressaltou que São Paulo representa também um parceiro importante para Israel.
Peres enumerou cinco indústrias que vão crescer nos próximos dez anos, setores nos quais há "grande potencial de negócios" entre Brasil e Israel. A produção de células-tronco, área na qual o país do Oriente Médio tem grande força; o segmento de novas energias, indústria em que o Brasil é líder mundial; o reaproveitamento da água, setor considerado o grande desafio do mundo moderno; a formação de professores e a segurança. "O terror não respeita as leis, por isso temos de ter superioridade nessa área", afirmou, observando que Israel utiliza hoje nanotecnologia na questão da segurança.
"Pequeno como uma ervilha"
Ao final do evento, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, foi questionado por uma jornalista israelense sobre qual o interesse de um país tão grande como o Brasil em firmar um acordo com um país "pequeno como uma ervilha", como Israel. Para via de comparação, apenas a área do Estado de São Paulo equivale a dez vezes o tamanho de Israel. Skaf informou que, embora seja um país menor, Israel representa um mercado consumidor importante e que o Brasil pode ampliar a exportação de alimentos, têxteis e móveis, entre outros produtos.
Skaf lembrou que o Brasil tem interesse em receber investimentos de Israel na área de infraestrutura, reiterando o apoio dado pela Fiesp ao tratado de livre comércio entre o Mercosul e Israel. Ele destacou que assim que o Senado Federal aprová-lo, as relações comerciais entre Brasil e Israel vão ganhar vigor automaticamente.
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