Os músicos da orquestra sinfônica estatal do Uruguai se postaram no meio da principal avenida de Montevidéu, capital uruguaia, nesta sexta-feira (24), e começaram a tocar. Mas a apresentação não teve um objetivo cultura. Foi sim uma forma de protesto.
O dirigente sindical da orquestra sinfônica do Servicio Oficial de Difusión, Radiotelevisión y Espectáculos (SODRE), Raúl Saavedra, afirmou que "com esse protesto buscamos chamar a atenção da opinião pública para que ela conheça as nossas reivindicações."
"Temos os nossos equipamentos puídos há três anos e agora pretendiam que nós fizéssemos apresentações com instrumentos emprestados e quase sem ensaio. Nós não aceitamos", enfatizou.
Saavedra explicou que o grupo tem reivindicado aumento de salários, melhoria nas condições de trabalho e a aprovação de um projeto cultural. Integrantes do coro e do balé também atuaram durante o protesto, porque também se consideram afetados pelas mesmas dificuldades.
O trânsito pela Avenida 18 de Julio foi interrompido, enquanto os transeuntes observaram com curiosidade a apresentação e recebiam folhetos com as demandas dos músicos. As autoridades não comentaram os protestos até o momento de fechamento dessa matéria.



