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Graham Platner, candidato do Partido Democrata pelo estado do Maine ao Senado dos Estados Unidos, anunciou nesta quarta-feira (8) a suspensão da sua campanha e a intenção de formalizar sua desistência da corrida eleitoral.
Segundo informações da emissora CNN, ele vinha sofrendo pressão dentro do partido para desistir da disputa desde que a imprensa revelou o relato de uma mulher de que Platner a teria estuprado há cinco anos, quando mantinham um relacionamento casual.
A suspensão da campanha abre caminho para que os democratas escolham outro candidato para enfrentar a senadora republicana Susan Collins na eleição de novembro. Platner havia se tornado o candidato democrata em abril, antes mesmo das primárias em junho, porque a governadora em fim de mandato Janet Mills desistiu da disputa democrata pelo Senado.
Platner é membro dos Socialistas Democráticos da América (DSA, na sigla em inglês), ala mais à esquerda do Partido Democrata e cujo nome mais famoso é o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. O mandatário nova-iorquino foi um dos democratas que pediram que Platner desistisse da eleição após o escândalo.
Em vídeo no X, Platner, que alega ser inocente, culpou o “establishment democrata” pela suspensão da sua campanha e disse que as denúncias contra ele foram feitas com a intenção de desgastar o DSA.
“Não foram as falsas acusações que nos trouxeram até este momento. Foi o fato de elas estarem sendo usadas pelo establishment político para exercer pressão estrutural sobre nós. Vivemos em um sistema político que não foi feito para pessoas comuns. É um sistema estruturalmente concebido para garantir que movimentos como o nosso não prosperem”, acusou Platner.







