
Ouça este conteúdo
O Socialistas Democráticos da América (DSA, na sigla em inglês), a ala mais à esquerda do Partido Democrata, conquistou novas vitórias nas primárias da legenda realizadas nesta terça-feira (11), mas perdeu uma disputa decisiva, o que pode indicar uma reação dos setores mais moderados do partido ao grupo.
Segundo a emissora CNN, a socialista Francesca Hong perdeu a primária para definir o candidato democrata a governador do estado de Wisconsin. As alas mais moderadas do partido se uniram de última hora em torno do chefe do Executivo do condado de Milwaukee, David Crowley, que derrotou Hong por uma margem estreita.
Nas primárias desta terça-feira, dos 19 candidatos vinculados ao DSA, 14 venceram e cinco perderam votações internas do Partido Democrata para definir os candidatos da legenda a cargos nos níveis municipal, de condado, estadual e federal nas midterms, as eleições de meio de mandato presidencial nos Estados Unidos, marcadas para novembro.
A ascensão do grupo causa preocupação entre democratas moderados, republicanos e independentes devido às suas propostas, que incluem elaborar uma nova Constituição para os Estados Unidos, o fim do Senado federal e estatizações de grandes empresas.
Nas primárias do Partido Republicano, pré-candidatos apoiados pelo presidente Donald Trump somaram vitórias, como Darline Graham, que passou ao segundo turno na disputa para ver quem será o candidato da legenda para ocupar a cadeira do seu irmão, Lindsey Graham (que morreu em julho), representando a Carolina do Sul no Senado americano.
Ela já ocupa o cargo para completar o mandato do irmão e disputará com o deputado Ralph Norman, em votação marcada para 25 de agosto, quem será o candidato republicano nas midterms para a cadeira com mandato até 2033.
Entretanto, outros pré-candidatos apoiados por Trump foram derrotados nesta terça-feira, elevando para sete os postulantes para o Congresso ou para cargos estaduais endossados pelo presidente derrotados nas primárias deste ano, número que já supera os reveses do mandatário nos ciclos de 2018, 2020 e 2024.







