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México

Soldados matam líder do cartel de Sinaloa

Soldados mexicanos mataram um importante líder do cartel de Sinaloa num ataque a seu esconderijo, o maior golpe já enfrentado pelo mais poderoso grupo de narcotraficantes do país desde que o presidente Felipe Calderón iniciou uma ofensiva militar contra o crime organizado em 2006. Ignacio "Nacho" Coronel, um famoso fundador do comércio de anfetaminas no México, foi morto a tiros quando tentava escapar dos soldados na cidade de Gadalajara, oeste do país. Autoridades mexicanas disseram que ele disparou contra os soldados quando helicópteros sobrevoavam o local e os soldados se aproximavam.

Coronel era um aliado próximo do homem mais procurado do México, o líder do cartel de Sinaloa Joaquin "El Chapo" Guzman, e era o terceiro na organização, atrás de Ismael "El May" Zambada.

"Nacho Coronel tentou escapar e disparou contra os militares, matando um soldado e ferindo outro", disse o general Edgar Luis Villegas em coletiva de im­­prensa na cidade do México. "Res­­pondendo ao ataque, este ‘capo’ morreu."

O ataque "afeta significativamente a capacidade operacional e a distribuição de droga da organização controlada por Guz­­man", afirmou ele.

A saída de cena de Coronel aconteceu em meio a persistentes acusações de que o governo de Calderón estaria favorecendo o cartel de Sinaloa ou ao menos não o estaria atacando de forma tão dura quanto outros grupos de narcotraficantes.

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