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1º episódio desde a Segunda Guerra

Submarino dos EUA afunda navio de guerra do Irã que esteve no Brasil. Veja vídeo 

Navio de guerra iraniano Iris Dena, ancorado no porto do Rio de Janeiro (Brasil), em 2023. Na época, os navios Iris Makran e Iris Dena, pertencentes à frota iraniana, geraram tensão diplomática entre o Brasil e EUA, por serem dois dos principais exemplares da frota da Marinha iraniana (Foto: EFE/ Antonio Lacerda)

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Os EUA lançaram um ataque de torpedo contra um navio de guerra do Irã no Oceano Índico nesta quarta-feira (4), o primeiro episódio desde a Segunda Guerra Mundial.

O ataque atingiu a fragata iraniana IRIS Dena, que esteve no Brasil em 2023 e transportava cerca de 180 tripulantes. Posteriormente, ele afundou em águas internacionais, perto da costa do Sri Lanka.

"Um submarino americano afundou um navio de guerra iraniano que acreditava estar a salvo em águas internacionais. Em vez disso, foi afundado por um torpedo, uma morte silenciosa, o primeiro afundamento de um navio inimigo por um torpedo (dos EUA) desde a Segunda Guerra Mundial", disse Hegseth em entrevista coletiva realizada mais cedo.

Em discurso televisionado, o vice-ministro das Relações Exteriores do Sri Lanka, general Aruna Jayasekara, disse que pelo menos 80 mortes foram confirmadas até o momento.

O Departamento de Defesa dos EUA divulgou um vídeo da operação militar desta quarta-feira. Veja abaixo o momento do disparo de torpedo:

Submarino dos EUA afunda navio de guerra do Irã no Oceano Índico. Crédito: Divulgação/Departamento de Defesa dos EUA

Presença de navios da Marinha iraniana gerou tensão entre EUA e Brasil em 2023

EUA e Brasil viveram uma crise diplomática antes mesmo das tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, no ano passado.

O motivo foi a chegada do porta-helicópteros IRIS Makran e da fragata IRIS Dena, pertencentes à frota iraniana, em águas brasileiras, no ano de 2023. A situação gerou um profundo atrito com Washington.

Na ocasião, a embaixadora dos EUA no Brasil, Elizabeth Bagley, disse que “esses navios, no passado, facilitaram o comércio ilícito e atividades terroristas e já tiveram sanções da ONU [Organização das Nações Unidas]. O Brasil é um país soberano, mas acreditamos fortemente que esses navios não deveriam atracar em qualquer lugar”.

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demorou dias para dar autorização para o atracamento das embarcações, o que coincidiu com uma reunião com o então presidente dos EUA, Joe Biden.

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