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Abusos

Suécia promete investigar histórico de eugenia no país

ESTOCOLMO - A Suécia deu início nesta quarta-feira a uma investigação para entender como a eugenia, a teoria racista de suposto aperfeiçoamento da raça humana usada pelos nazistas alemães para justificar o Holocausto, havia sido aceita largamente pelos suecos no começo do século XX.

O país nórdico é conhecido por seu amplo sistema de bem-estar social e por ser um grande defensor dos direitos humanos, mas, no passado, fez experimentações com a engenharia racial.

Tais experiências levaram a abusos como a esterilização involuntária de cerca de 60 mil mulheres entre 1936 e 1976.

Em 1922, o Instituto Nacional para a Biologia Racial foi fundado com o apoio de uma série de partidos políticos. Primeiro órgão do tipo no mundo, o instituto trabalhava com a hipótese de que a raça desempenharia um papel no aparecimento de doenças e na determinação do caráter dos seres humanos.

- Uma questão central é descobrir mais sobre o tipo de sociedade que desenvolveu uma teoria sobre a biologia racial e que aceitou realizar experiências científicas nessa área - disse o ministro da Educação sueco, Leif Pagrotsky, em comunicado.

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