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A Suprema Corte dos Estados Unidos se recusou na semana passada a analisar o recurso de um ex-juiz do estado da Pensilvânia, dessa forma, mantendo sua suspensão por ter publicado posts com conteúdo partidário no Facebook.
Mark Cohen foi deputado estadual pelo Partido Democrata entre 1974 e 2016 e em 2018 foi eleito para ser juiz em um tribunal de primeira instância, com mandato de dez anos.
Porém, em outubro de 2024, ele foi afastado do cargo e suspenso sem remuneração pelo Tribunal de Disciplina Judicial da Pensilvânia, devido a comentários favoráveis a políticos do Partido Democrata, incluindo o então presidente Joe Biden, que fez no Facebook.
O código de conduta judicial da Pensilvânia proíbe juízes de realizar atividades de organização política ou manifestar apoio político.
Segundo informações da emissora Fox News, Cohen continuou fazendo as postagens, mesmo após ter sido advertido para não fazê-lo.
Por ter 75 anos à época da suspensão, o democrata já seria obrigado a deixar o cargo de juiz em novembro de 2024, mas ele manteve a ação na Justiça porque também teve suas aposentadorias cortadas.
Cohen recorreu à Suprema Corte em abril e sua defesa alegou que o ex-juiz teve violados seus direitos de liberdade de expressão, garantidos pela Primeira Emenda da Constituição americana.
Ao se negar ao analisar o caso, a Suprema Corte não emitiu comentários.
O Conselho de Conduta Judicial da Pensilvânia havia argumentado que a instância final do Judiciário americano não precisava analisar o recurso de Cohen, já que sua atividade nas redes sociais equivaleria a uma “torcida partidária” e sua suspensão resultou da “aplicação direta de regras conhecidas, seguidas por juízes de todo o país há décadas”.







