Londres Autoridades de saúde do Reino Unido detectaram vestígios de polônio-210 em mais três funcionários de dois hotéis de Londres onde o ex-espião russo Alexander Litvinenko, de 43 anos, esteve antes de morrer, em 23 de novembro, devido à contaminação por uma alta dose da substância. A informação foi divulgada ontem, no mesmo dia em que autoridades russas encerraram as investigações do caso em Moscou.
Exames realizados em dois funcionários do Hotel Millennium, em Mayfair que a polícia suspeita que tenha sido o local onde Litvinenko foi envenenado apontaram a presença de pequenas quantidades de polônio-210, segundo a Agência de Proteção à Saúde (HPA, na sigla em inglês).
O material radioativo também foi detectado em testes realizados em um funcionário do Hotel Sheraton, em Park Lane. Anteriormente, a HPA havia divulgado que a viúva de Litvinenko, Marina, e outros sete funcionários do Hotel Millennium estavam contaminados por polônio-210.
Litvinenko morreu em 23 de novembro, após receber uma alta dose de polônio-210. Antes de morrer, ele culpou o governo russo do presidente Vladimir Putin por seu envenenamento.



