O governo de Taiwan aprovou uma visita do Dalai Lama na próxima semana para confortar os familiares das vítimas de um violento tufão, ameaçando prejudicar seus laços com a China em um momento de crescimento do comércio e investimentos entre os dois rivais políticos.
Pequim considerada o líder espiritual tibetano que vive no exílio um separatista e condena suas viagens pelo exterior. O governo chinês ainda não fez qualquer comentário sobre a notícia da visita a Taiwan, uma região de governo próprio, mas que a China afirma ser uma província rebelde.
Um assessor do Dalai Lama na cidade indiana de Dharamsala disse que o líder espiritual gostaria de visitar Taiwan e ficou contente com a possibilidade, apesar de nenhuma data ter sido agendada.
De qualquer forma, autoridades afirmam que provavelmente a China não deve tomar nenhum passo contra Taiwan que possa prejudicar as crescentes relações econômicas entre os dois rivais.
"Pequim ficará desconfortável, mas se eles entendem como o desastre foi grave, eles vão mostrar algum respeito ao povo de Taiwan", disse à Reuters Wu Den-yih, secretário-geral do Partido Nacionalista de Taiwan, do governo.
Cerca de 650 pessoas podem ter morrido após a passagem do tufão Morakot entre 7 e 9 de agosto, o pior a atingir a ilha nos últimos 50 anos.
A China reclama soberania sobre Taiwan desde 1949, quando as forças de Mao Tsé-Tung ganharam a guerra civil chinesa e os derrotados escaparam para a ilha. Pequim promete recuperar o controle de Taiwan, mesmo que seja necessário usar a força.



