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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou neste sábado (4) o ultimato para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
“Lembram-se de quando dei ao Irã dez dias para FAZER UM ACORDO ou ABRIR O ESTREITO DE ORMUZ? O tempo está se esgotando – 48 horas antes que o inferno se abata sobre eles”, escreveu o presidente americano em uma postagem na plataforma Truth Social. O prazo dado por Trump em 26 de março se encerra nesta segunda (6).
A derrubada de dois aviões militares americanos pelo Irã nesta sexta-feira (4) aumentou a pressão sobre a Casa Branca. Um piloto que estava no caça F-15E Strike Eagle abatido continua desaparecido e há esforços de Washington para encontrá-lo. Teerã, por sua vez, está oferecendo recompensa para capturá-lo como prisioneiro de guerra, o que daria ao regime iraniano uma vantagem contra os Estados Unidos.
A segunda aeronave atingida por fogo iraniano era do modelo A-10 Thunderbold, um avião de ataque. Nesse caso, segundo relatos de oficiais dos EUA à imprensa americana, o piloto conseguiu levar a aeronave danificada para o espaço aéreo do Kuwait antes de ejetar, sendo posteriormente resgatado.
Se as negociações entre EUA e Irã não avançarem, Trump promete destruir infraestruturas críticas iranianas: usinas de dessalinização, plantas de energia e instalações nucleares.
Em cinco semanas de guerra, sabe-se que um projétil atingiu o perímetro da usina nuclear de Bushehr, danificando um edifício auxiliar. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) não detectou aumento de radiação, mas o incidente gerou alerta global sobre riscos nucleares em zonas de combate. Explosões também foram reportadas na Zona Petroquímica Especial de Mahshahr, centro vital da economia petrolífera iraniana.
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