
O TikTok firmou um acordo histórico com o estado do Alabama, nos Estados Unidos, neste domingo (27), para encerrar uma ação judicial sobre segurança digital. A rede social deverá pagar até US$ 300 milhões e implementar mudanças rigorosas no funcionamento da plataforma para menores de idade. A medida visa combater o uso compulsivo e reforçar a proteção de crianças e adolescentes contra algoritmos viciantes.
Quais são as novas regras de tempo de uso para os jovens?
Os adolescentes residentes no Alabama agora têm um limite obrigatório de duas horas diárias para navegar no aplicativo. Além desse teto fixo, os pais ganharam ferramentas para reduzir esse tempo conforme desejarem. Para evitar que os jovens fiquem presos no fluxo infinito de vídeos, o TikTok terá que exibir 'pausas produtivas' automáticas após 15 minutos de uso ininterrupto, repetindo o alerta aos 60 e 90 minutos. Durante a madrugada, entre meia-noite e 6 horas, o acesso será limitado, e notificações ou mensagens serão bloqueadas em horários escolares e noturnos.
Como funcionará a verificação de idade e o contato com adultos?
A plataforma assumiu o compromisso de criar métodos muito mais rígidos para conferir a idade real de quem acessa o serviço, impedindo que crianças usem a rede sem conta ou informando dados falsos. A visibilidade dos perfis de menores para usuários adultos será drasticamente reduzida, dificultando que estranhos encontrem adolescentes nas buscas. Além disso, o sistema emitirá alertas automáticos aos pais caso identifique qualquer interação considerada suspeita ou perigosa entre um adulto e um menor de idade dentro do ambiente virtual da rede social.
Por que o TikTok aceitou pagar um valor tão alto e mudar suas regras?
O acordo ocorreu às vésperas de um julgamento inédito que poderia condenar a empresa por práticas enganosas e danos à saúde mental dos jovens. O Alabama acusava a plataforma de projetar recursos viciantes de propósito. Embora o TikTok não tenha admitido culpa ou irregularidades, o pagamento inicial de US$ 100 milhões pode chegar a US$ 300 milhões se outros estados americanos aderirem ao mesmo modelo de resolução. Esse caso faz parte de uma pressão judicial crescente nos EUA, onde mais de 27 estados já processam redes sociais por condutas similares.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.





