Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
futebol e política

Time de futebol mais popular de Israel quer mudar nome para homenagear Trump

Clube quer se chamar “Beitar ‘Trump’ Jerusalem”. Decisão foi anunciada em declaração no Twitter e tem o objetivo de homenagear o presidente americano por sua decisão de mudar a embaixada dos EUA em Israel de Tel Aviv para Jerusalém

Torcida do clube Beitar Jerusalem FC em foto divulgada no Twitter oficial em 3 de abril de 2018 | Beitar Jerusalem FCReprodução/Twitter
Torcida do clube Beitar Jerusalem FC em foto divulgada no Twitter oficial em 3 de abril de 2018 (Foto: Beitar Jerusalem FCReprodução/Twitter)

Nas últimas décadas, o nome do presidente Donald Trump foi usado como marca em muitas coisas: hotéis, bifes, tacos de golfe, transporte de avião, vodca, uma universidade extinta e um jogo de tabuleiro.

Agora há um clube de futebol que quer entrar na lista. 

No domingo (13), o Beitar Jerusalem, um dos maiores times de futebol da Associação de Futebol de Israel, anunciou em comunicado que quer se mudar seu nome para “Beitar ‘Trump’ Jerusalem”. Mas o clube precisará primeiro obter a aprovação da Associação de Futebol de Israel, e então terá que se preocupar com o fato de que o nome de Trump já tem registro de marca em Israel, informou o Jerusalem Post. 

O anúncio foi feito na véspera da inauguração oficial da Embaixada dos EUA em Jerusalém na segunda-feira (14)

Em dezembro do ano passado, Trump anunicou que estava transferindo a embaixada americana de Tel Aviv, mantendo uma promessa de campanha para reconhecer Jerusalém como a capital de Israel. O movimento irritou profundamente os palestinos. Críticos dizem que ele ameaçou as negociações de paz entre palestinos e israelenses e complicou o papel dos Estados Unidos como intermediário nesse conflito. 

Já os israelenses receberam entusiasticamente a mudança - e o Beitar Jerusalém está entre eles. 

Em uma declaração no Facebook, o clube de futebol disse que o seu dono, Eli Tabib, e o gerente executivo, Eli Ohana, tomaram a decisão de mudar o nome do clube para homenagear Trump por sua decisão "corajosa".

"Por 70 anos Jerusalém tem esperado o reconhecimento internacional, até que o presidente Donald Trump, em uma ação corajosa, reconheceu Jerusalém como a eterna capital de Israel. O presidente Trump mostrou coragem e verdadeiro amor ao povo de Israel e sua capital, e hoje em dia outros países estão seguindo sua liderança em dar a Jerusalém seu status legítimo. O clube de futebol Beitar Jerusalem, um dos símbolos mais proeminentes da cidade, tem o prazer de homenagear o presidente por seu amor e apoio com um gesto próprio", escreveu o clube em seu perfil do Twitter.

Leia mais: 5 questões para entender tudo sobre Jerusalém

O Beitar Jerusalem, seis vezes campeão da liga israelense, também tem a distinção de ser a única equipe israelense a nunca contratar um jogador árabe. Seus fãs são conhecidos por entoarem cantos anti-árabes e serem nacionalistas "extremos". Em 2012, os fãs do Beitar invadiram um shopping depois de uma partida de futebol gritando "morte aos árabes" e espancando vários funcionários árabes lá dentro, de acordo com o Jerusalem Post. 

Quando a equipe contratou dois jogadores muçulmanos da Chechênia em 2013, a polícia suspeitou que os torcedores foram responsáveis por um incêndio nos escritórios do time em protesto, segundo a publicação Atlantic. Antes da chegada dos jogadores muçulmanos, os fãs tiraram um banner que dizia "Beitar Pure Forever" (Breitar Puro para Sempre). 

Em agosto do ano passado, o clube foi reconhecido por seus esforços para tentar reprimir os cantos racistas e a hostilidade em seus jogos, estabelecendo um fórum para falar sobre racismo e incitação, informou o Times de Israel. No mês seguinte, um conselheiro foi forçado a renunciar depois de dizer a um jornal que nunca contrataria um jogador muçulmano por causa do incidente de 2013. 

Na segunda-feira, Jared Kushner, Ivanka Trump e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, entre outros, comparecerão à inauguração da embaixada dos EUA em Jerusalém. O presidente Trump não estará lá. 

Violentos protestos estão em curso em Gaza e nos territórios palestinos. Enquanto a segunda-feira comemora o 70º aniversário da fundação de Israel, a terça-feira (15) comemora o 70º aniversário das expulsões em massa dos palestinos, conhecido como “nakba”, palavra de origem árabe que significa “catástrofe”.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.