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Justiça

Tio de aluno abusado quer ver a professora dando aulas na prisão

Rachel L. Holt assumiu que manteve relações com seu aluno de 13 anos. “Espero que ela dê aulas para as internas a partir de agora”, disse o tio.

O tio do adolescente abusado sexualmente por uma professora nos Estados Unidos quer vê-la dando aulas na prisão. "Espero que ela dê aulas para as internas a partir de agora", disse o homem, que falou em nome da família, mas não se identificou, segundo a rede de TV NBC.

A professora Rachel L. Holt foi condenada a dez anos de prisão na cidade norte-americana de Wilminton, no estado de Delaware, na última segunda-feira (19).

Rachel, professora da sexta série, foi acusada de fazer sexo com o garoto por 28 vezes em relacionamento que durou uma semana.

O advogado de acusação, Jim Kriner, que havia pedido pena de 25 anos, comentou que o garoto já voltou às aulas e que está fazendo terapia.

Kriner e a família do garoto queriam que a professora tivessem o mesmo tratamento se o caso tivesse sido o contrário. Ou seja, um professor com uma aluna. "Violação sexual é violação sexual", disse ele, que não teve o nome divulgado para proteger o garoto.

Rachel L. Holt, de 35 anos, declarou-se culpada pelo crime, identificado como estupro [statutoty rape] nos Estados Unidos (no Brasil, o crime seria de atentado violento ao pudor, por envolver uma mulher agressora e uma criança). Ela chorou na corte na sexta-feira (16) enquanto o juiz Calvin L. Scott anunciava a sentença.

A Promotoria queria que o juiz determinasse a sentença máxima de 25 anos para o caso, mas o juiz anunciou uma pena de 10 anos para Rachel.

Rachel, professora da sexta série da escola americana, foi acusada de fazer sexo com o garoto por 28 vezes durante o breve relacionamento dos dois, que teria durado uma semana. A professora também foi acusada de oferecer bebidas alcoólicas ao garoto, e de deixá-lo dirigir seu carro.

O advogado de Rachel, John S. Malik, disse que a sentença era muito mais longa do que a determinada para outras professoras em casos semelhantes. Ele revisou 40 casos similares e descobriu que as sentenças médias ficaram entre 18 meses e dois anos.

Em um breve pronunciamento à corte, Rachel pediu desculpas a "todos aqueles que sofreram" como resultado de suas ações, incluindo a vítima e sua família.

"Espero que vocês possam me perdoar", disse a professora. "Eu sei que o que fiz foi errado."

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