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Um edifício do século XIX com uma torre imponente, que havia sobrevivido às duas guerras mundiais, foi incendiado durante a onda de protestos violentos registrados na França neste sábado (17).
Segundo informações da agência Reuters, autoridades locais relataram que um grupo de pessoas mascaradas ateou fogo ao prédio da prefeitura de Limoges, região central da França.
O edifício em estilo neorrenascentista é tombado e havia sido inaugurado em 1883. Sua arquitetura era inspirada na prefeitura de Paris e sua torre central, que abrigava um relógio e um campanário, tinha 43 metros de altura.
O representante local do governo francês, Maurice Barate, informou à Reuters que o telhado desabou sobre os andares inferiores. Grande parte da estrutura externa foi destruída e apenas a ala oeste foi poupada. “É uma catástrofe para o patrimônio histórico”, disse Barate.
O prefeito de Limoges, Guillaume Guerin, disse que “houve uma intenção clara e premeditada de incendiar a prefeitura, e as pessoas que estavam lá dentro temeram por suas vidas”.
O mandatário ameaçou renunciar ao cargo caso a cidade não receba os recursos necessários para a reconstrução da prefeitura. “Destruíram um edifício que os habitantes de Limoges amam, mas não destruíram o serviço público”, declarou, segundo informações da agência EFE.
Os protestos na França, que começaram em setembro como manifestações em apoio a professores em greve de uma escola de Paris, passaram a abordar outros temas, como o custo de vida, mas sua violência vem aumentando nos últimos dias.
Este sábado foi o dia mais violento desde o começo das manifestações: além da depredação de prédios públicos e privados, quase 1,8 mil pessoas foram presas, um manifestante morreu após sofrer uma parada cardíaca durante as manifestações em Paris e mais de 500 policiais ficaram feridos em todo o país, segundo o Ministério do Interior.
O presidente da França, Emmanuel Macron, fará um pronunciamento à nação neste domingo, às 20h no horário local (15h de Brasília). No sábado, ele escreveu no X que “não há espaço para a violência em nossa república”.
“Aqueles que destruíram ou atacaram prédios públicos — incluindo prefeituras —, bem como estabelecimentos comerciais, e que cometeram saques, serão processados e punidos”, garantiu.







