
Milhares de trabalhadores da indústria têxtil de Bangladesh protestaram hoje contra as más condições de trabalho nas fábricas. A manifestação acontece dois dias após um incêndio que deixou 111 mortos em uma fábrica no subúrbio da capital Dacca.
Enquanto acontecia o ato, outro incêndio foi registrado em outra fábrica da cidade. Não há registro de mortos. Os bombeiros já controlaram as chamas.
Trabalhadores da fábrica Tazreen e moradores da região fecharam estradas e impediram o funcionamento de outras indústrias da região, em manifestação pedindo punição aos responsáveis pelo incêndio de sábado.
Segundo a polícia, as saídas estreitas dificultaram a saída dos cerca de mil trabalhadores do prédio de nove andares. Além dos 111 mortos, outras 150 pessoas ficaram feridas. Alguns dos operários chegaram a pular do oitavo andar para tentar fugir das chamas.
Más condições
O incêndio expôs as más condições de trabalho a que são submetidos os operários no país, com mais de 500 mortes nos últimos seis anos por acidentes. Desde o início do ano, cerca de 300 fábricas ficaram fechadas por protestos de funcionários pedindo aumento de salário e melhora das condições.
O país tem aproximadamente 4.500 fábricas e é o segundo maior exportador de roupas, atrás da China, e fornece têxteis para todo o mundo, em especial Estados Unidos e Europa.
A fábrica atingida pelo incêndio de sábado pertencia ao chamado Tuba Group, de Hong Kong, responsável pelas exportações a clientes como o Carrefour, o Wal-Mart e a europeia IKEA.
Em comunicado, a filial do Wal-Mart da Índia disse que investiga se a fábrica têm alguma relação com os atuais fornecedores da rede de supermercados.



