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Técnica

Trabalho da Unifesp usa célula-tronco para curar problema renal em ratos

Animais tinham sofrido lesões por substâncias nocivas aos rins. Mecanismo da melhora provocada por células ainda é obscuro

Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) conseguiram curar insuficiência renal aguda em ratos com injeções de células-tronco da medula óssea. Segundo o nefrologista Nestor Schor, que coordena a pesquisa, há uma perspectiva real de que a técnica possa funcionar também em seres humanos - embora ainda sejam necessários vários anos de pesquisa com animais para garantir a segurança do processo.

"Os resultados são impressionantes", afirma Schor. Os experimentos começaram há cerca de um ano e meio, dentro da tese de doutorado da pesquisadora Luciana Reis. A equipe trabalha com dois modelos de insuficiência renal aguda em ratos: um induzido pelo antibiótico gentamicina (muito usado no tratamento de infecções severas) e outro, induzido por uma toxina da bactéria Escherichia coli, que causa infecções em seres humanos.

Todos os animais tratados com células-tronco tiveram "melhora significativa" das funções renais, com reversão do quadro de insuficiência, segundo Schor. Em seres humanos seria o suficiente para tirar um paciente da diálise, por exemplo. Segundo Schor, há vários mecanismos que poderiam explicar o efeito benéfico do procedimento. É possível que as células-tronco atuem como "enfermeiras", secretando moléculas terapêuticas ou estimulando as células do rim a trabalhar mais para reparar as lesões causadas no órgão. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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