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Regime islâmico

Trump ameaça ação “muito forte” dos EUA se Irã executar manifestantes

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O presidente dos EUA, Donald Trump. (Foto: Casa Branca/EFE)

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Em entrevista à emissora CBS News nesta terça-feira (13), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington adotará uma resposta “muito forte” caso as autoridades do regime do Irã iniciem a execução de manifestantes, em meio à onda de protestos que atinge o país há duas semanas.

Segundo Trump, as informações sobre possíveis enforcamentos de opositores foram levadas em consideração pela Casa Branca e, caso se confirmem, provocarão uma reação direta dos Estados Unidos. Segundo organizações de direitos humanos, o regime islâmico marcou para esta quarta-feira (14) a execução de um manifestante que participou dos protestos iniciados no final de dezembro.

“Vamos tomar uma ação muito forte”, disse o republicano.

Na entrevista, Trump afirmou estar ciente de que um “número bastante significativo” de pessoas já morreu durante a repressão aos protestos. Fontes ouvidas pela CBS News estimam que o total de manifestantes mortos no Irã possa variar entre 12 mil e 20 mil. A ONG Human Rights Activists disse ter confirmado 1.850 mortes, incluindo crianças, além de mais de 16 mil detenções nos primeiros 17 dias de protestos, ressaltando que os números reais podem ser ainda maiores.

Mais cedo, Trump publicou nas redes sociais uma mensagem onde afirmou que cancelou o diálogo com o regime islâmico e pediu para que os manifestantes tomassem o controle do país. Ele também disse que a ajuda estava a caminho do país, sem especificar que tipo de ajuda seria.

Durante a entrevista à CBS News, Trump disse que os Estados Unidos estão oferecendo apoio aos iranianos “de diferentes formas”, incluindo ajuda econômica. Questionado sobre qual seria o objetivo final da política americana em relação ao Irã, Trump respondeu que “o objetivo é vencer” o regime.

Mais cedo, o ministro da Defesa iraniano, Aziz Nasirzadeh, afirmou que o país persa responderá “a qualquer novo ato de agressão” e que se defenderá “até a última gota de sangue” caso as ameaças americanas de intervenção militar no país se concretizem.

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