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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou neste sábado (21) enviar agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) para assumir a segurança dos aeroportos americanos. A condição é que os democratas aprovem o financiamento da Administração de Segurança nos Transportes (TSA).
"Se os democratas da esquerda radical não assinarem imediatamente um acordo para que nosso país, em particular nossos aeroportos, voltem a ser livres e seguros, transferirei nossos brilhantes e patriotas agentes do ICE para os aeroportos", escreveu Trump na Truth Social, sua rede social.
A paralisação parcial do Departamento de Segurança Nacional já dura cinco semanas. Sem salários desde fevereiro, funcionários da TSA têm pedido licença ou se demitido, gerando filas extensas nos aeroportos de Atlanta, Nova York e Nova Orleans.
O impasse tem origem em janeiro, quando dois cidadãos de Minneapolis foram mortos por agentes federais durante operações de imigração em Minnesota. Os democratas passaram a bloquear o financiamento do departamento como resposta. Na sexta-feira (20), o Senado rejeitou pela quinta vez a aprovação dos recursos.
Como saída parcial, a minoria democrata articula uma votação para financiar apenas a TSA, mantendo o restante do departamento paralisado.
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Rompimento ao modelo de segurança em vigor desde o 11 de setembro
A presença de agentes de imigração em aeroportos marcaria uma mudança no perfil da segurança aeroportuária americana, historicamente conduzida pela TSA desde os atentados de 11 de setembro de 2001.
O episódio ocorre a menos de três meses do início da Copa do Mundo, sediada nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio deve movimentar milhões de viajantes internacionais pelos aeroportos americanos a partir de junho.
Em uma segunda publicação, Trump afirmou já ter instruído o ICE a estar presente nos aeroportos na segunda-feira. "Aguardo ansiosamente a chegada do ICE na segunda-feira e já disse a eles: "Preparem-se!"", acrescentou. Apesar da paralisação do DHS, o ICE segue operando, financiado de maneira independente por fundos recordes aprovados em 2025.












