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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) recebesse uma autorização especial para entrar no país. Flávio está na Flórida com uma permissão migratória temporária e deverá obter visto de residência permanente nas próximas semanas, segundo informações publicadas nesta quinta-feira (29) pelo jornal americano The New York Times.
Segundo o jornal, além da autorização concedida por ordem do presidente, Jason Miller, descrito pelo jornal como funcionário de comunicação da Casa Branca, teria providenciado um jato particular utilizado pelo senador e sua família para chegar aos Estados Unidos nesta quarta-feira (28). Flávio, sua esposa e as duas filhas entraram no território americano por meio de uma autorização conhecida como “parole”, mecanismo que permite a permanência temporária de estrangeiros em situações específicas, como razões humanitárias urgentes ou quando há um benefício público significativo para os Estados Unidos, disse o Times.
A autorização não equivale a um visto tradicional nem garante residência permanente. Segundo a emissora CNN, os registros migratórios americanos indicam que Flávio e seus familiares receberam permissão para permanecer no país até outubro de 2027.
O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos confirmou ao Times que o senador e sua família passaram pelos procedimentos de inspeção migratória ao desembarcarem em Miami. Em nota enviada ao jornal, o órgão informou que todos foram inspecionados pelo Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP), de acordo com a legislação migratória americana, e liberados após a conclusão dos procedimentos.
Flávio poderá receber residência permanente nos EUA
Uma autoridade americana afirmou ao New York Times que Flávio deverá solicitar o green card, documento que permite a estrangeiros morar e trabalhar permanentemente nos Estados Unidos. O pedido, segundo essa fonte, deverá receber tramitação acelerada, seguindo o exemplo de Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio que vive nos EUA desde 2025. O jornal pontua que Eduardo obteve visto de residência permanente em julho deste ano.
Miller teria organizado viagem de Flávio
Segundo o jornal, Miller providenciou a aeronave particular que transportou Flávio da Argentina até Miami, com uma escala em Guayaquil, no Equador, para reabastecimento.
Eduardo Bolsonaro teria mantido contato com Miller durante os preparativos. A operação começou a ser organizada na segunda-feira (26), depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a entrega dos passaportes de Flávio.
Flávio deixou o Brasil na noite de terça-feira (27), atravessando a fronteira com a Argentina por Puerto Iguazú. A Polícia Federal (PF) informou posteriormente que a viagem de Flávio aos EUA, por si só, não caracterizava uma situação de foragido nem autorizava sua prisão automática.
Na quarta-feira, Trump confirmou publicamente que havia autorizado a entrada do brasileiro nos Estados Unidos.
"Demos a ele um passe para entrar no país, então veremos", declarou o presidente americano.
Flávio, por sua vez, afirmou em uma carta divulgada nas redes sociais que deixou o Brasil por perseguição política. No documento, ele agradeceu a Trump e ao presidente argentino, Javier Milei, pelo apoio recebido.







