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Presidente dos EUA

Trump defende família Bolsonaro e diz que eleição no Brasil foi “terrível”

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Presidente Donald Trump afirmou que aprovaria a entrada de Flávio Bolsonaro nos EUA e criticou a eleição brasileira. (Foto: YURI GRIPAS/EFE/EPA)

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, saiu em defesa da família Bolsonaro nesta quarta-feira (28) e voltou a criticar a eleição presidencial brasileira, que terminou com a reeleição de Lula (PT) no último domingo (25). Questionado por jornalistas sobre a chegada de Flávio Bolsonaro aos EUA, o republicano afirmou que aprovaria a entrada do senador e de seus familiares no país. Ele também criticou a maneira como se chegou ao resultado eleitoral e o tratamento dado pela Justiça brasileira ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

As declarações foram feitas na Base Conjunta Andrews, em Maryland, quando Trump retornava de uma viagem de campanha ao Texas. Na ocasião, o presidente americano foi questionado sobre a situação de Flávio, que deixou o Brasil após uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para entregar seus passaportes.

“Eu aprovaria. Acho que são pessoas boas [os Bolsonaros]. A eleição foi muito estranha, e achei que foi terrível”, afirmou Trump.

O republicano também mencionou a reação negativa do mercado financeiro brasileiro à vitória de Lula. Na segunda-feira (26), primeiro dia de negociações após o segundo turno, o Ibovespa caiu 13,88%, enquanto o dólar registrou uma valorização de 8,21% diante do real.

Trump disse que não tomou partido na disputa presidencial brasileira e afirmou conhecer Lula e Flávio. Ele também falou sobre sua relação com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Eu conheço os dois. Conheço Lula. Conheço um pouco Flávio. Conheço muito bem o pai [de Flávio, Jair Bolsonaro]. O pai foi tratado muito mal, na minha opinião. Mas eu não me envolvi. É o Brasil, é outro país”, declarou.

O presidente americano mencionou seu envolvimento em eleições de outros países latino-americanos, como Argentina e Colômbia, onde declarou apoio público a candidatos. Segundo ele, a decisão de não apoiar um dos concorrentes no Brasil foi deliberada. “Não apoiei ninguém no Brasil. Achei melhor ficar de fora dessa”, afirmou Trump.

Apesar da fala, o republicano voltou a criticar o resultado do processo eleitoral no Brasil. “A maneira como chegaram ao resultado final foi terrível”, declarou.

Na segunda-feira, Trump já havia afirmado que a eleição brasileira "pareceu fraudada". Na ocasião, o republicano criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, de prorrogar o horário de votação no país. Nesta terça (27), ele voltou a relacionar o processo eleitoral brasileiro à fraude durante discurso no Texas.

Trump foi questionado sobre a viagem de Flávio aos EUA

Durante a conversa com os jornalistas, Trump também foi questionado sobre a viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA e reiterou seu apoio à entrada do brasileiro no país.

“Eu certamente teria aprovado que ele fosse recebido”, disse.

As declarações ocorreram depois que o Departamento de Estado americano confirmou à imprensa americana que concederia vistos para Flávio Bolsonaro e seus familiares entrarem nos Estados Unidos.

O senador deixou o Brasil após a determinação de Moraes para entregar seus passaportes, feita no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Flávio nega ter cometido irregularidades.

A Polícia Federal esclareceu nesta quarta-feira que a viagem de Flávio aos EUA não caracteriza, por si só, uma situação de fuga nem justifica uma prisão. Antes de chegar aos Estados Unidos, Flávio passou pela Argentina e pelo Equador. O senador desembarcou na manhã desta quarta-feira no aeroporto executivo de Opa-Locka, na região de Miami, acompanhado da esposa e das duas filhas. Imagens divulgadas pela imprensa internacional confirmaram a chegada da família.

Horas depois, em sua primeira manifestação pública desde o desembarque, Flávio se declarou o “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e afirmou que pretende liderar a oposição ao governo Lula. O senador também acusou seus adversários de terem roubado a eleição e agradeceu aos governos americano e argentino pelo apoio recebido.

Lula criticou a saída do adversário do Brasil e classificou a decisão do senador como "vergonhosa". O petista afirmou que Flávio deveria ter permanecido no país para "demonstrar sua inocência" diante das investigações judiciais.

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