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Guerra no Oriente Médio

Trump descarta negociação com Irã e diz que só aceitará uma “rendição incondicional”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a ofensiva militar contra o Irã busca impedir avanços nucleares e neutralizar ameaças à segurança americana.
O presidente dos EUA, Donald Trump, fechou as portas de diálogo com o regime do Irã. Guerra completa uma semana (Foto: Stan Gilliland/EFE)

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O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (6) que "não haverá acordo com o Irã" e que só aceitará a "rendição incondicional" do país, marcando a primeira semana desde o início da ofensiva conjunta israelense-americana.

"Não haverá acordo com o Irã, exceto uma RENDIÇÃO INCONDICIONAL! Depois disso e após a eleição de um líder GRANDE E ACEITÁVEL, nós, juntamente com muitos de nossos maravilhosos e corajosos aliados e parceiros, trabalharemos incansavelmente para resgatar o Irã da beira da destruição, tornando-o economicamente maior, melhor e mais forte do que nunca", escreveu Trump na rede social de sua propriedade, a Truth Social.

Trump utilizou o slogan com o qual chegou à Casa Branca para se referir ao seu projeto para o Irã. "VAMOS TORNAR O IRÃ GRANDE NOVAMENTE!", disse o presidente.

Anteriormente, Trump havia afirmado em entrevistas à imprensa americana que o regime iraniano teria buscado seu governo para falar de negociação, embora Teerã tenha negado tal intenção.

O presidente republicano afirmou no dia anterior que ele participará da escolha do próximo líder do Irã, após a eliminação do aiatolá Ali Khamenei e a expectativa de queda do regime islâmico.

Em resposta às declarações do americano, o embaixador do Irã em Moscou, Kazem Jalali, disse que há zero chance de Trump fazer parte dessa decisão interna.

"O nosso líder supremo é eleito pela Assembleia dos Peritos. Não há condições para que ele [Trump] negocie conosco sobre este assunto. (...) Agora [Trump] diz que quer fazer parte do processo, mas não haverá tal oportunidade", disse o diplomata em entrevista à televisão pública. Segundo ele, a notícia foi recebida como "uma piada" pelas autoridades iranianas.

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