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Estados Unidos

Trump diz que execução de ex-militar não será mais transmitida

Presidente americano voltou atrás em anúncio do Pentágono após repercussão negativa: famílias das vítimas de ataque poderão acompanhar execução presencialmente (Foto: Yuri Gripas/EFE/EPA)

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (15) que o Pentágono não vai mais transmitir ao vivo pela internet a execução por fuzilamento de um ex-militar americano.

Nidal Malik Hasan é um ex-major e ex-médico do Exército dos Estados Unidos que em 5 de novembro de 2009 matou 13 pessoas e feriu outras 32 em um ataque a tiros na base de Fort Hood, no Texas.

A decisão de transmitir pela internet a execução de Hasan, marcada para 3 de dezembro, havia sido anunciada na semana passada pelo secretário da Guerra, Pete Hegseth.

“Acredito que transmitir a execução para que todos vissem poderia ter servido como um forte elemento de dissuasão, ao mostrar ao mundo como os Estados Unidos lidam com terroristas e com a escória, como Hasan. No entanto, muitas pessoas boas e bem-intencionadas prefeririam não vê-lo morrer, seja por meio de uma transmissão ou de qualquer outro recurso visual”, afirmou Trump em post na rede Truth Social nesta quinta-feira, em referência a críticas que foram feitas após o anúncio de Hegseth.

“Ele [Hasan] morrerá, conforme programado, por um pelotão de fuzilamento, mas esse evento não será transmitido. Dito isso, a execução poderá ser acompanhada presencialmente pelos familiares mais próximos das vítimas, caso assim o desejem. Eles merecem testemunhar a Justiça!”, escreveu o presidente americano.

No julgamento em 2013, Hasan, cujos pais migraram dos territórios palestinos para os Estados Unidos, onde ele nasceu em 1970, disse que seu objetivo era matar soldados que seriam enviados ao Afeganistão para participar do que chamou de “uma guerra ilegal”.

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