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Ártico

Trump diz que negociações visam “acesso total” dos EUA à Groenlândia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante participação no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça (Foto: GIAN EHRENZELLER/EFE/EPA)

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (22) que o acordo que está negociando sobre a Groenlândia tem como um dos objetivos o “acesso total” dos americanos à ilha, um território autônomo da Dinamarca.

O mandatário republicano falou sobre o assunto em entrevista à Fox Business, um dia depois de ter anunciado que Washington e a Otan combinaram a “estrutura” de um acordo a respeito da ilha no Ártico.

“Tudo passa pela Groenlândia. Se os bandidos começarem a atirar, passa pela Groenlândia”, disse Trump na entrevista. “É algo de valor inestimável. É incrível. Sabe, [o ex-presidente] Ronald Reagan [1981-1989] teve essa ideia há muito tempo, mas não tínhamos a tecnologia necessária naquela época. O conceito era ótimo, mas não havia tecnologia. Agora temos tecnologia inacreditável.”

Trump vinha reafirmando que os Estados Unidos precisam da Groenlândia para objetivos de segurança nacional, principalmente como defesa contra a presença da China e da Rússia no Ártico, e que a ilha é necessária para o projeto de defesa Domo Dourado, um escudo antimísseis inspirado no Domo de Ferro de Israel.

Perguntado pela Fox Business se o “acesso total” exigiria a compra da Groenlândia, como Trump vinha falando antes do anúncio de quarta-feira (21), o presidente americano desconversou.

“Bem, estamos falando sobre isso, os detalhes estão sendo negociados agora, mas essencialmente é acesso total. Não tem fim, não tem prazo [o acordo]”, respondeu Trump.

Segundo informações da imprensa internacional, a estrutura mencionada ontem pelo presidente americano envolveria a concessão da soberania de áreas da Groenlândia para que os EUA construam bases militares e supervisão por Washington de investimentos estratégicos na ilha, para que chineses e russos não estabeleçam um “ponto de apoio” no território.

Porém, nesta quinta-feira, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, disse que o país pode negociar “tudo em termos políticos: segurança, investimentos, economia”, mas não sua “soberania”.

No anúncio sobre o acordo, Trump disse que as tarifas que seriam impostas a partir de fevereiro a importações de oito países europeus que se opõem à anexação americana da Groenlândia, incluindo a Dinamarca, foram suspensas.

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