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Ainda sob o regime chavista

Trump diz que ainda é “cedo demais” para Venezuela realizar eleição

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Trump conversa com jornalistas no gramado da Casa Branca, na noite de domingo (27). (Foto: SAMUEL CORUM/EFE/EPA)

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que ainda é “cedo demais” para a Venezuela realizar uma eleição e evitou estabelecer um prazo para uma nova votação no país. A declaração foi dada em entrevista à revista americana Time, publicada nesta quinta-feira (1º), ao comentar a relação de Washington com o regime chavista interino liderado por Delcy Rodríguez após a queda do ditador Nicolás Maduro.

Trump foi questionado sobre o encontro que teve com Delcy durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, em setembro, e se havia dito à venezuelana que o país precisava realizar eleições.

“Eles poderiam ter eleições”, respondeu Trump. Ao ser questionado se desejava que isso acontecesse, disse que sim, mas ponderou que a situação ainda não estaria pronta para uma votação. “Acho que ainda está tudo muito recente”, afirmou. “Acho que é cedo demais.”

O presidente americano também evitou estabelecer uma data para a realização de um pleito. “Eu conversaria com ela [Delcy] sobre isso. Conversaria com ela, mas haverá eleições”, declarou.

Trump e Delcy se encontraram em 22 de setembro, às margens da Assembleia Geral da ONU. Na ocasião, o presidente americano disse à líder interina que eleições deveriam ocorrer no futuro na Venezuela, mas não exigiu uma data para isso acontecer.

A posição mantém a cautela que o governo americano vem adotando sobre o calendário eleitoral venezuelano. Em janeiro, a então porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, já havia afirmado que era “prematuro” estabelecer um cronograma para uma eleição na Venezuela.

Trump elogia relação com Delcy

Na entrevista, Trump também voltou a elogiar a relação construída com a líder do regime chavista interino venezuelano e destacou a cooperação entre os dois países na exploração de petróleo. “Temos uma relação muito boa”, afirmou.

Trump disse que grandes companhias petrolíferas estão entrando no país e que os Estados Unidos retiram uma quantidade elevada de petróleo da Venezuela. Segundo ele, parte desse petróleo será usada para recompor as reservas estratégicas americanas.

O americano também comparou sua estratégia na Venezuela com a adotada pelos Estados Unidos no Iraque após a queda do ditador Saddam Hussein. Trump afirmou que decidiu preservar estruturas como as Forças Armadas e a polícia venezuelanas após a retirada de Maduro do poder.

“Delcy era quem estava no comando das coisas. Trabalhamos bem juntos”, afirmou.

Delcy assumiu interinamente o comando da Venezuela depois que Maduro foi capturado por forças americanas em uma operação realizada em janeiro. Desde então, Washington mantém uma relação de cooperação com o regime interino, principalmente no setor energético. No fim de agosto, Trump anunciou um amplo acordo envolvendo 17 campos de petróleo e cerca de 65 bilhões de barris de reservas venezuelanas. O pacto prevê até US$ 100 bilhões em investimentos e dá aos Estados Unidos participação e direitos de compra sobre parte da produção.

Na entrevista, Trump afirmou que empresas como ExxonMobil e Chevron estão ampliando sua presença no país e disse que tanto os Estados Unidos quanto a Venezuela estão obtendo receitas com a exploração do petróleo venezuelano.

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