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O presidente Donald Trump afirmou nesta quarta-feira (21), durante discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, que os Estados Unidos possuem armas secretas “nunca vistas antes” e que tecnologias dessa natureza foram empregadas durante a operação militar que resultou na captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro.
Em seu discurso, Trump afirmou que, na missão que levou à detenção de Maduro no último dia 3, as forças americanas utilizaram um sistema descrito pelo presidente como capaz de incapacitar as tropas adversárias de maneira tão eficaz que “nenhum sistema de defesa antiaérea do mundo conseguiu interceptá-la”.
Segundo Trump, soldados venezuelanos teriam sido surpreendidos por essa tecnologia: “Eles viram armas que ninguém havia jamais tinha ouvido falar. Não foram capazes de atirar um único tiro em nós”, disse o presidente americano, referindo-se ao efeito produzido pela arma sobre as forças que defendiam Maduro.
Trump já tinha dito em entrevista ao programa Katie Pavlich Tonight, da emissora NewsNation, nesta semana que os EUA utilizaram uma “arma sônica secreta” na operação que capturou Maduro.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, mencionou anteriormente um relato citado pela imprensa americana sobre um dispositivo acionado durante a operação, que teria provocado sangramento nasal, vômitos e incapacidade de reação entre os soldados venezuelanos. “Nunca vi nada parecido”, teria dito o soldado chavista, de acordo com o relato divulgado.
A declaração de Trump já provocou reação de Moscou. Segundo a Reuters, o Kremlin afirmou nesta quarta-feira que busca mais esclarecimentos sobre o que o presidente americano quis dizer ao mencionar uma “arma sônica secreta”. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a Rússia dispõe de serviços especiais responsáveis por coletar e analisar esse tipo de informação e que essas estruturas “estão fazendo o seu trabalho”.







