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Pronunciamento na Casa Branca

Em discurso, Trump diz que guerra contra o Irã está perto do fim e que o regime foi “aniquilado”

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O presidente dos EUA, Donald Trump, durante discurso nesta quarta (1º). (Foto: ALEX BRANDON/EFE/EPA/POOL)

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez na noite desta quarta-feira (1º) um pronunciamento à nação na Casa Branca, onde afirmou que a guerra contra o Irã está próxima do fim e que os objetivos estratégicos americanos “estão quase concluídos”, após um mês de ofensiva militar no Oriente Médio.

Segundo Trump, a operação militar lançada de forma conjunta com Israel em 28 de fevereiro - chamada de “Fúria Épica” - já reduziu drasticamente a capacidade militar iraniana. Em outro momento, afirmou que as forças dos EUA destruíram a Marinha, a Força Aérea e grande parte do arsenal de mísseis do país, acrescentando que o regime iraniano foi “aniquilado” em sua capacidade militar.

De acordo com o presidente, a ofensiva em curso foi necessária para impedir que o regime iraniano avançasse em seu programa nuclear. Ele voltou a criticar o acordo nuclear firmado em 2015 e disse que tentou, inicialmente, resolver o impasse por vias diplomáticas. Trump lembrou que sempre defendeu a ideia de que o regime islâmico jamais teria uma arma nuclear.

“Minha primeira preferência sempre foi a diplomacia. Ainda assim, o regime continuou sua busca implacável por armas nucleares e rejeitou todas as tentativas de acordo”, afirmou.

Trump relembrou em seu discurso ações anteriores de seu governo contra o Irã, como a eliminação do general Qasem Soleimani, em 2020, e disse que tomou decisões que outros presidentes americanos evitaram. “Essencialmente, fiz o que nenhum outro presidente estava disposto a fazer – eles [os presidentes anteriores] cometeram erros, e eu estou corrigindo”, declarou.

O presidente disse que o atual conflito contra o Irã é fruto de décadas de hostilidade do regime iraniano contra os Estados Unidos e seus aliados. Segundo ele, permitir que o Irã obtivesse uma arma nuclear representaria uma ameaça “intolerável” à segurança global.

“Esses terroristas com armas nucleares seriam uma ameaça inaceitável”, disse.

Trump afirmou que a guerra em andamento já comprometeu a capacidade do Irã de apoiar grupos terroristas que operam no Oriente Médio. Segundo ele, a operação militar em curso deve “esmagar a habilidade do regime de sustentar seus proxies terroristas e impedir a construção de uma bomba nuclear”.

O presidente projetou que o conflito pode ser encerrado em até duas ou três semanas, embora não tenha detalhado quais critérios serão usados para declarar a conclusão da operação. Ele afirmou ainda que há negociações em andamento com o regime islâmico, mas não descartou novos ataques mais fortes contra o país, inclusive contra infraestrutura energética iraniana, caso não haja avanço diplomático.

Ao comentar os impactos econômicos do conflito, Trump responsabilizou o Irã pela alta nos preços do petróleo. Segundo ele, o regime está promovendo ataques a navios petroleiros e instalações energéticas e, por isso, está intensificando a crise.

“Esse aumento de curto prazo é resultado direto das ações do regime iraniano”, disse.

O presidente destacou a capacidade energética dos Estados Unidos para sobreviver à crise e mencionou a cooperação com a Venezuela no setor, afirmando que os EUA está preparado para enfrentar os efeitos do conflito.

Sem citar diretamente os países europeus, Trump sugeriu que nações dependentes do petróleo do Oriente Médio, que estão sofrendo com a crise no setor, devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, deveriam buscar alternativas, incluindo fornecedores americanos. Ele também disse que esses países deveriam ter um “pouco de coragem” e ir “buscar o seu petróleo” realizando operações para reabrir o estreito bloqueado.

Ainda no discurso, Trump prestou homenagem aos militares americanos mortos na operação, citando 13 soldados. “Devemos honrá-los completando a missão pela qual deram suas vidas”, afirmou.

Ele concluiu dizendo que os americanos poderão, em breve, viver sem a ameaça representada pelo Irã e que, após o conflito, os Estados Unidos sairão mais fortes.

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