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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, de ter “destruído” a Ucrânia, alegou que o ditador russo, Vladimir Putin, é uma pessoa com quem é mais fácil negociar e disse que não deve haver acordo de paz enquanto o primeiro estiver no poder.
O republicano fez as declarações em entrevista à emissora Newsmax nesta quinta-feira (15). “Acredito que ambos gostariam, na verdade, que isso [a guerra] chegasse ao fim, mas, para mim, é mais difícil lidar com Zelensky do que com Putin”, disse Trump.
“Se eles chegarem a algum tipo de acordo, não será com ele. Ele não quer um acordo. Ele diz que quer, mas não quer. Não, não sou um grande admirador de Zelensky. Eles destruíram aquele país. Veja bem, tudo começou, na verdade, com Barack Hussein Obama, quando permitiram que a Crimeia fosse tomada”, afirmou, citando a anexação da península ucraniana pela Rússia em 2014, quando o democrata presidia os EUA.
Na entrevista à Newsmax, Trump reiterou seu argumento de que a Ucrânia precisa realizar uma eleição presidencial.
“Francamente, Zelensky está no poder há muito tempo. Se eles quiserem resolver essa situação... outro dia, vi uma entrevista com uma jovem ucraniana, e ela disse: ‘O presidente Zelensky destruiu nosso país. O presidente Zelensky tirou nossos homens de nós. Nossos homens estão sem pernas, sem braços. Em muitos casos, estão em instituições psiquiátricas ou mortos’”, disse o presidente americano, deixando de lado o fato de que a guerra começou com a invasão russa. “Acho que é preciso realizar uma eleição”, acrescentou.
Um anúncio feito por Trump na sexta-feira passada (9), de que fechou um acordo para comprar diesel russo, foi criticado por Zelensky, o que levou o mandatário americano a afirmar que a Ucrânia precisa de outro presidente.
Eleições presidenciais deveriam ter ocorrido na Ucrânia em 2024, mas foram canceladas devido à Lei Marcial, que proíbe pleitos nacionais durante guerras.
Em resposta a Trump, Zelensky afirmou que a Ucrânia realizará eleições se houver uma trégua de 60 dias no conflito.
Outras divergências entre os dois mandatários nos últimos dias foram o anúncio de que a Ucrânia vai voltar a bombardear refinarias russas, após um cessar-fogo energético anunciado por Trump que Moscou não respeitou, e a controvérsia sobre uma restrição de velocidade na Ucrânia do Starshield, o serviço de nível militar irmão da rede de satélites de internet Starlink, que, segundo a agência Reuters, foi ordenada pela Casa Branca.







