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Novo aplicativo

Trump diz que TikTok está nas mãos de “patriotas” após fechar acordo com a China

TikTok, sede nos Estados Unidos da empresa chinesa
A rede social Tiktok funcionará como um novo aplicativo nos EUA (Foto: EFE/Allison Dinner)

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O presidente dos EUA, Donald Trump, mostrou-se nesta sexta-feira (23) "muito feliz" por, segundo disse, ter ajudado a "salvar" a rede social TikTok, após o acordo alcançado entre a matriz chinesa, ByteDance, e várias empresas americanas para as quais a plataforma foi vendida.

"Estou muito feliz por ter ajudado a salvar o TikTok! Agora será propriedade de um grupo de grandes patriotas e investidores americanos, o maior do mundo, e será uma voz importante", escreveu Trump em uma mensagem em sua rede social própria, a Truth Social.

Nos termos do acordo negociado pelo governo Trump, o aplicativo de compartilhamento de vídeos será operado por uma nova entidade americana controlada por investidores considerados aliados dos EUA. Entre os novos proprietários da popular rede estão a Oracle, MGX, Silver Lake e a empresa de Michael Dell, que controlarão mais de 80% da nova empresa, garantindo a continuidade do aplicativo nos EUA, de acordo com a matriz.

Desde 2019, o TikTok enfrentou tentativas de bloqueio por parte de legisladores, universidades, do Exército americano e da Casa Branca, em meio à tensão tecnológica e comercial entre EUA e China. O aplicativo havia sido alvo de ameaças de proibição e de um apagão temporário de 14 horas.

Trump afirmou que a rede social, "entre outros fatores, foi responsável pelo meu sucesso com o voto jovem nas eleições presidenciais de 2024".

O republicano comentou ainda que espera que, "no futuro, aqueles que usam e amam o TikTok lembrem-se de mim". Além disso, agradeceu aos membros de seu governo pela ajuda para alcançar o acordo.

"Também gostaria de agradecer ao presidente Xi (Jinping), da China, por trabalhar conosco e, finalmente, aprovar o acordo. Ele poderia ter tomado a decisão contrária, mas não o fez, e agradecemos por sua decisão", concluiu o presidente americano.

A rede social de vídeos curtos prometeu nesta sexta-feira que a nova empresa conjunta estabelecida nos EUA para evitar sua proibição no país "operará sob salvaguardas definidas que protegerão a segurança nacional".

Estes mecanismos contemplam "proteções integrais de dados, segurança de algoritmos, moderação de conteúdo e garantias de software para os usuários nos EUA", detalhou a companhia em comunicado.

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