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O presidente dos EUA, Donald Trump, discursou para republicanos da Câmara dos Representantes nesta terça-feira (6), ocasião na qual voltou a elogiar a operação bem-sucedida das forças americanas para captura do ditador Nicolás Maduro.
Em meio às declarações, o líder da Casa Branca admitiu que ficou irritado com algumas reações de Maduro, como as dancinhas que fazia durante atos políticos em Caracas, enquanto os EUA ameaçavam atacar a Venezuela semanas antes da ação militar.
"Ele sobe lá e tenta imitar um pouco a minha dança", disse na reunião do partido, em tom de brincadeira.
Trump declarou que nenhum outro país é “páreo” para os EUA e classificou a operação como "brilhante" antes de falar sobre outros assuntos.
“Os EUA provaram, mais uma vez, serem os mais poderosos, os mais sofisticados e sem medo em todo o planeta. Ninguém é páreo para nós. Ninguém poderia ter feito isso, nós somos muito rápidos, ninguém tem essas armas”, enfatizou o presidente americano.
O republicano ainda criticou membros do Partido Democrata que discordaram da ação para captura de Maduro. "Poucos me parabenizaram. [...] Em algum momento, eles deveriam dizer, sabe, 'Você fez um ótimo trabalho".
Apesar deste ter sido o primeiro discurso oficial desde o ataque na Venezuela, Trump antecipou no dia anterior que não está em guerra com o país sul-americano.
Maduro foi capturado com sua esposa, Cilia Flores, no último sábado (3) e nesta segunda-feira os dois enfrentaram a primeira audiência em um tribunal federal de Nova York, onde se declararam inocentes de todas as acusações.
Trump volta a criticar investigação sobre ataque ao Capitólio e avalia eleições de meio de mandato
Em seu discurso abrangente, Trump voltou a criticar os parlamentares que o investigaram por supostamente incitar a multidão que tentou impedir a certificação da vitória eleitoral do ex-presidente Joe Biden em 2021, insistindo que apenas pediu uma marcha "pacífica" até o Congresso.
"Vocês sabiam que a imprensa nunca noticiou minhas palavras: 'Caminhem ou marchem pacificamente e patrioticamente até o Capitólio'... Nunca noticiaram, é um escândalo. A comissão seletiva (do Congresso) nunca noticiou isso", disse perante membros de seu partido na Câmara no dia do aniversário de cinco anos do episódio.
Pouco depois do ataque, a Câmara dos Representantes, controlada pelos democratas à época, criou uma comissão especial para investigar o papel do presidente republicano e seu círculo íntimo nas supostas tentativas de reverter a eleição de 2020. Trump negou categoricamente qualquer relação com o episódio.
Ao retornar à Casa Branca em janeiro do ano passado, Trump concedeu indulto a cerca de 1.500 manifestantes, incluindo aqueles condenados por "sedição" por atos violentos contra policiais e outros réus.
O líder da Casa Branca também mencionou as eleições de meio de mandato durante o encontro no Kennedy Center, sugerindo que o Partido Republicano provavelmente perderia cadeiras nas eleições de meio de mandato. "Dizem que quando você ganha a presidência, você perde as eleições de meio de mandato", declarou.




