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Foco no petróleo

Trump exige que Venezuela rompa relações com China, Rússia e Irã, diz emissora

O presidente dos EUA, Donald Trump, busca minar influência de China e Rússia sobre o petróleo da Venezuela (Foto: BONNIE CASH/EFE/EPA)

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O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, comunicou à ditadora interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que o país deverá encerrar suas relações com China, Rússia, Irã e Cuba como parte de uma série de exigências antes de extrair e comercializar seu petróleo, segundo informaram fontes americanas citadas pela emissora ABC News.

Três pessoas familiarizadas com o assunto detalharam que o regime de Caracas está sendo pressionado a eliminar a influência de China, Rússia, Irã e Cuba sobre o setor petrolífero do país, encerrando anos de laços econômicos.

Segundo a reportagem, a Venezuela deve concordar em manter uma parceria exclusiva com os EUA na produção de petróleo e favorecer Washington na venda de petróleo bruto pesado, acrescentaram as fontes.

Segundo um dos funcionários consultados pela ABC, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou em uma sessão informativa privada com legisladores que os EUA acreditam ser capazes de pressionar a Venezuela porque seus petroleiros estão "lotados". Rubio alertou que o país sul-americano teria apenas algumas semanas antes de cair em insolvência financeira se não conseguir vender suas reservas.

Em entrevista à emissora, o senador republicano Roger Wicker, presidente do Comitê de Serviços Armados do Senado (Armed Services Committee, em inglês), confirmou que o plano se baseia no controle do petróleo venezuelano e assegurou que a estratégia não prevê o destacamento de tropas americanas.

Até o momento, a Venezuela, dirigida de forma provisória por Rodríguez, não emitiu nenhuma comunicação oficial sobre a exigência antecipada por Trump.

Uma reportagem do The New York Times também revelou que a Casa Branca estaria pressionando o regime chavista a expulsar assessores oficiais de China, Rússia, Cuba e Irã da Venezuela.

De acordo com a informações obtidas pela publicação, autoridades americanas estariam dessa forma tentando minar a presença de espiões e militares de países vistos como adversários de Washington. Alguns diplomatas teriam permissão para continuar no país, segundo o Times.

Na terça-feira, durante uma sessão extraordinária da Organização dos Estados Americanos (OEA), países como Brasil, Colômbia, Chile e México condenaram a atuação americana em Caracas e advertiram que uma "ingerência" deste tipo coloca em risco a soberania da região.

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