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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, previu neste domingo que o Irã voltará à mesa de negociações após as conversas no Paquistão terminarem sem um acordo para encerrar o conflito. “Prevejo que eles voltarão e nos darão tudo o que queremos”, declarou o presidente americano em entrevista à emissora Fox News. Trump afirmou que “quer tudo” e que o Irã “não tem opções”, pois os Estados Unidos poderiam derrotar a república islâmica “em um único dia”.
O presidente americano defendeu ainda suas polêmicas declarações da semana passada, quando ameaçou acabar com a “civilização” iraniana, assegurando que foi esse comentário que forçou Teerã a sentar para negociar. “Quando falo de uma civilização, refiro-me ao fato de que ela realmente mudou. De verdade”, disse o republicano, que costuma reivindicar que houve uma mudança de regime no Irã, fruto da ofensiva militar na qual morreu o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, no último dia 28 de fevereiro. “Eu faço um comentário e eles dizem: ‘Que coisa marcante!’ Esse comentário os levou à mesa de negociações e eles não a abandonaram”, acrescentou.
As delegações dos Estados Unidos e do Irã deixaram Islamabad neste domingo sem um acordo após mais de 20 horas de reunião, naquele que foi o encontro face a face de mais alto nível entre ambos os países desde a Revolução Islâmica de 1979.
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Na entrevista, Trump afirmou ainda que o Reino Unido e outros países ajudarão nas tarefas de remoção de minas do Estreito de Ormuz. “Contamos com caça-minas de última geração, os mais modernos e avançados, mas também estamos incorporando caça-minas mais tradicionais. Pelo que entendi, o Reino Unido e mais alguns países estão enviando caça-minas”, declarou o norte-americano.
O governo do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer – a quem Trump criticou durante nas últimas semanas, por não se envolver militarmente na reabertura do estreito –, não confirmou sua possível participação na remoção de minas dessa via marítima, por onde passa um quinto do petróleo mundial e que havia sido fechada pelos iranianos em retaliação à ofensiva americana e israelense iniciada em fevereiro.
Após a interrupção das negociações entre EUA e Irã, Trump anunciou que seu país bloquearia o estreito e retiraria as minas colocadas pela república islâmica. O presidente americano explicou que tomou essa decisão porque Teerã não quis renunciar às suas “ambições nucleares”.







