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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu a pressão americana sobre Cuba, descartou por ora uma ação militar semelhante à da Venezuela e antecipou que os cubano-americanos “ficarão felizes quando puderem voltar” à ilha e se reunir com suas famílias.
“Estamos conversando com Cuba neste momento. Marco Rubio está conversando com Cuba neste momento, e eles deveriam chegar a um acordo, porque é... realmente uma ameaça humanitária”, afirmou Trump aos jornalistas a bordo do avião presidencial.
Trump frisou que Cuba é “uma nação falida”, lamentou que “não tenham combustível para os aviões decolarem e estes estejam se acumulando nas pistas”. Ele defendeu que “não haja petróleo, não haja dinheiro, não haja nada” fluindo para Cuba, em referência às sanções dos EUA aos países que vendem ou fornecem petróleo ao país caribenho.
Operação militar "não seria difícil"
“Estou muito interessado nas pessoas que estão aqui, que foram muito maltratadas pelo (regime de) Castro e pelas autoridades cubanas, que as trataram de forma horrível. Veremos como tudo vai acabar, mas estamos conversando com Cuba”, declarou.
Questionado se considera ordenar uma operação militar como a que levou à captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, Trump opinou que “não seria uma operação muito difícil” e disse “não acreditar que isso seja necessário”.
Desde meados de 2024, Cuba atravessa uma profunda crise energética, que se agravou desde janeiro devido a maiores dificuldades no acesso ao combustível e ao último bloqueio do petróleo venezuelano à ilha ordenado por Trump. Há apagões frequentes e até serviços essenciais, como de coleta de lixo, estão paralisados por falta de combustível.





