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O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a defender uma nova legislação eleitoral nos EUA para evitar fraude por pessoas que não têm direito ao voto.
Ele pressionou o Congresso a avançar com um projeto de lei que trata do tema durante o discurso sobre o Estado de União na noite desta terça-feira (24). O SAVE America Act obrigaria os americanos aptos a votar a comprovar sua cidadania ao se registrarem nas eleições e criaria uma exigência nacional de que os eleitores apresentassem um documento de identidade com foto na hora de exercer o direito.
O Departamento de Segurança Interna dos EUA também passaria a ter acesso aos cadastros eleitorais dos estados. O projeto recebeu aval da Câmara dos Representantes, de maioria republicana, no dia 11 de fevereiro e segue para análise no Senado.
Trump apenas renovou as alegações de que o sistema americano está contaminado pela fraude. Durante seu discurso, o presidente também pressionou o Congresso a aprovar outra lei que acabaria com o uso de cédulas de votação enviadas pelo correio. Ele abriu exceções para casos de doença, deficiência, serviço militar ou viagens.
"A fraude eleitoral é desenfreada, desenfreada. É muito simples: todos os eleitores devem apresentar documento de identidade com foto. Todos os eleitores devem apresentar comprovante de cidadania para votar", defendeu o presidente americano.
Os congressistas democratas apresentaram oposição quase unânime à tentativa de mudança da legislação eleitoral. Segundo eles, a medida é considerada excessivamente restritiva e privaria milhões de pessoas do direito ao voto por não possuírem a documentação necessária e desencorajaria outras de sequer tentarem votar.
Além de retomar suas alegações sobre fraude eleitoral, Trump comentou alguns pontos-chave de sua agenda para os EUA. Ele voltou a defender sua política econômica e migratória, reiterando críticas à decisão da Suprema Corte sobre a derrubada das tarifas; destacou sua agenda política externa, citando o poderio militar dos EUA ao falar da situação do Irã e relembrou a captura do ex-ditador da Venezuela Nicolás Maduro.
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